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04/06/2008 - 18h22
Nos quatro cantos de SP: como a TV digital se sai no notebook
ROBERTO MORENO, do BOL
Ainda em casa, no centro da cidade, tive a impressão de que o teste seria desnecessário. O sinal cheio, estável em todos os canais, fazia crer na realidade da TV digital(saiba mais sobre TV digital navegando pelos links ao lado), com imagem de qualidade e raras falhas de sintonia —comparável a um vídeo da Internet visto em banda larguíssima. Só não consegui receber áudio da Record. Mas foi só avançar um pouco em direção à zona norte para começar a ver as falhas. Roteiro A primeira parada foi no Terminal Rodoviário do Tietê, a cerca de seis quilômetros de onde está instalada a maioria dos transmissores: a região da avenida Paulista. Certa demora para carregar a lista de canais e perda de sinal freqüente mostraram que as emissoras ainda precisam investir em antenas mais potentes. Quem se saiu bem na rodoviária, e em todos os outros pontos testados, foi o SBT. Dali, segui para a estação Tucuruvi, última parada da linha Azul do metrô na zona norte, onde encontrei a pior recepção de todos os pontos. Depois, parti para a Palmeiras-Barra Funda, na zona oeste, e Corinthians-Itaquera, na zona leste, extremos da linha Vermelha, incluindo uma parada no Tatuapé. Finalmente, Jabaquara, final da linha Azul na zona sul da cidade e ponto de partida para o litoral do Estado. Não, nem pensei em ir para a praia com os termômetros mostrando 13ºC. É mais fácil ver TV pela Internet Para ir direto ao ponto: se você quer assistir aos canais abertos em seu computador, em casa ou no trabalho, pode contar com os aparelhinhos 1-Seg. Mas nem pense em mobilidade. A simples caminhada de uma ponta a outra da plataforma de qualquer estação faz o sinal ficar instável. No metrô em movimento, obviamente nas linhas de superfície, é impossível manter um canal sintonizado. A surpresa ficou por conta do sinal de Internet, que não precisa nem de receptor. Em todos os trajetos de superfície, e em alguns pontos subterrâneos, foi possível encontrar conexões wi-fi de boa qualidade, incluindo algumas abertas. Nenhum desses sinais era público, portanto mantive a compostura e resisti à tentação de navegar usando a conexão de algum cidadão despreocupado com a segurança de sua rede. Fica a dica: se encontrar uma rede pública, pode ser mais bacana assistir à TV UOL do que a um canal aberto no metrô. Ou, se estiver sem computador, vale se distrair com as curiosidades exibidas nos monitores offline que já estão instalados em alguns vagões. Foi num deles que fiquei sabendo, por exemplo, que as maiores dunas de areia do mundo estão na Namíbia, e chegam a 300 metros de altura. No gráfico abaixo, clique nas estações de metrô para saber o resultado dos testes em cada uma delas: |
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