Encyclopaedia Britannica abandona papel e lança aplicativos para iPhone e iPad

Marion Strecker
De San Francisco, Califórnia

  • Reprodução

    Aplicativo da Encyclopaedia Britannica para iPhone

    Aplicativo da Encyclopaedia Britannica para iPhone

Em março passado, a mítica Encyclopaedia Britannica anunciou que deixaria de publicar sua tradicional edição em papel, lançada pela primeira vez em 1768. Ela tem mais de 65 mil artigos escritos por mais de 4.000 experts, entre eles diversos laureados com o Prêmio Nobel.

Foram 244 anos de vida em papel.  Sabe-se lá quantos serão online. Seu modelo de negócio prossegue sendo cobrar do leitor num ambiente (a internet) em que se pode obter muita coisa de graça e sem cadastro. Como a Wikipédia.

Antes de anunciar que iria parar de sair em papel, estava vendendo 60 coleções por semana. Depois do anúncio, em poucas semanas as 4.000 das cópias restantes da última e derradeira edição, a de 2010, com seus 32 volumes, deixaram o estoque da companhia no estado americano de Kentucky e pronto, acabou. O preço da coleção? US$ 1.395.

Muito dinheiro. Mas quem teve a felicidade de crescer com uma na casa dos pais, como meus irmãos e eu tivemos, sabe o valor que ela tem. Não tem preço.

Agora em papel só sobraram edições anteriores, simplificadas ou usadas. Mas já saiu a nova edição em CD-ROM para PC e Mac, por US$ 49,95. A versão online custa US$ 0,69 por usuário por mês. Estudante paga US$ 0,65 por mês.

Saíram também aplicativos para iPad e iPhone, com 39 mil gráficos e 2.000 animações, além de áudios e vídeos. O aplicativo é grátis, mas é preciso fazer uma assinatura que custa US$ 1,99 por mês nos EUA para ter acesso ao conteúdo todo. Não é nada, perto do que custava a enciclopédia em papel.



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