Banda larga residencial: o que é importante saber antes de contratar o serviço

Ana Ikeda
Do UOL, em São Paulo

Com uma profusão de ofertas e novas empresas chegando ao mercado de banda larga fixa, os consumidores ganharam mais opções e descontos na hora de contratar planos de internet para uso em casa. Para saber o que você deve levar em consideração ao contratar o serviço, o UOL Tecnologia mostra a seguir algumas dicas básicas e se a compra de “combos” (oferta que combina internet a outros serviços de telecomunicações) é vantajosa:

Internet fixa: preço mensal

Velocidade 1 Mbps 4 Mbps 5Mbps 10 Mbps 20 Mbps 35 Mbps
NET/Embratel R$ 54,90 Não tem Não tem R$129,90 R$ 179,90 Não tem
GVT Não tem Não tem R$ 117,80 R$ 137,80 Não tem R$ 162,80
Velox (Oi) R$ 39,90 Não tem R$ 59,90 R$ 69,90 Não tem Não tem
Vivo Speedy R$ 54,90  R$ 64,90 Não tem R$ 69,90 R$ 99,90 Não tem

Internet móvel: preço mensal no plano pós-pago

Dados 150 MB 250 ou 300 MB 500 MB 2 ou 3 GB 5GB 10 GB
Claro Não tem R$29,90 (300 MB) R$49,90 R$79,90 R$119,90 R$199,90
Oi R$ 29,90 R$ 49,90 R$ 59,90 R$ 84,90 R$ 119,90 Não tem
Vivo R$ 29,90 R$ 34,90 R$ 59,90 R$ 89,90 R$ 119,90 R$ 199,90
TIM Não tem Não tem R$ 35,00 R$ 69,90 ( 3GB) Não tem R$101

Obs.: Preços podem variar conforme a localidade

Seus direitos (e deveres)

A Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) estabeleceu em outubro de 2011 que prestadoras com mais de 50 mil acessos devem cumprir metas de qualidade na entrega do serviço de internet fixa. Depois do período de adaptação, essas regras passam a valer em novembro deste ano.

Com as regras, a “garantia de no mínimo de 10% da velocidade contratada”, presente em contratos, fica totalmente descartada. Será medida a velocidade instantânea, que não pode ser menor que 20% da velocidade máxima contratada. Essa meta aumenta gradualmente para 30% (em 2013) e 40% (a partir de 2014). Já a velocidade média deverá ser de 60% a partir de novembro, 70% (2013) e 80% (a partir de 2014).

Essas operadoras devem ainda manter em seus sites softwares gratuitos que possibilitem ao consumidor medir a velocidade de internet fixa utilizada.

Fátima Lemos, do Procon-SP, lembra ainda que os contratos firmados com a operadora não podem ter cláusula de fidelidade ou multa. “O consumidor tem direito a navegar na internet na velocidade ofertada e, em caso de descumprimento, deve reclamar junto à empresa. Se optar por cancelar o serviço, a empresa deve cumprir isso em até 24 horas feito o pedido”, completa.

No caso de compra de serviços em “combo”, Fátima explica que o consumidor deve ler atentamente o contrato e verificar as regras estabelecidas pela empresa para a oferta, para “não ter surpresas” ao cancelar um serviço dentro do pacote. “A empresa deve fazer o abatimento proporcional no preço total”, diz. 

Febre dos combos

A profusão de ofertas de pacotes de serviços por um número maior de operadoras deve aumentar ainda mais. Em março deste ano, a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) aprovou o regulamento da nova lei da TV por assinatura, que abriu o mercado para a atuação de empresas estrangeiras. Com isso, algumas operadoras de telefonia passaram a poder oferecer esse serviço.

Combos mais simples: comparação

  O que inclui? Quanto sai?* Quanto sairia separado?*
Claro/NET/Embratel TV (78 canais), tel.fixo, internet 10 Mbps, Celular pós-pago (plano 100 minutos) R$ 307/mês R$ 365,30/mês
GVT TV (28 canais), tel.fixo, internet 5 Mbps R$ 172,90/mês R$ 238,20/mês
Vivo TV (23 canais), tel.fixo, internet 1 Mbps R$ 119/mês R$ 159,70/mês

*Preços promocionais pesquisados em 29.mai.2012 para São Paulo (SP) e Rio de Janeiro (RJ), excluída a taxa de instalação 

"Antes, só quem tinha televisão por assinatura era a NET. Agora todas elas passaram a ter opções para vender o serviço com a nova lei”, explica Eduardo Tude, presidente da consultoria Teleco.

Atualmente, Claro/NET/Embratel, GVT e Vivo possuem esse tipo de “combo” mais completo, mas é preciso ficar atento se há oferta na localidade onde você reside. A Oi oferta 100% de desconto na taxa de adesão na TV por assinatura para quem já é cliente de telefonia fixa, mas ainda não tem pacotes combinando vários serviços. A TIM ainda deve lançar seu serviço de fibra óptica neste ano e, recentemente, anunciou uma parceria com a Sky, mas as empresas ainda não ofertam pacotes em conjunto. 

A expectativa é que consumidores da “nova classe média” se beneficiem com essas ofertas combinadas. “Há um crescimento de renda forte e um grande número de consumidores ganhando poder de compra. São pessoas que pensam em contratar internet porque é importante para a educação dos filhos e buscam também mais entretenimento”, explica Márcio Carvalho, diretor de produtos e serviços da NET.  A empresa, uma das pioneiras na venda dos “combos”, tem um pacote de R$ 49,90 que tem como foco esse público.

Concorrente da NET no Estado de São Paulo, a Vivo aposta nos descontos na banda larga móvel para fidelizar clientes, frente a tantas ofertas combinadas que “pipocam” no mercado, que ganham desconto de 50% no 3G ao contratarem internet fixa da empresa.

Apesar de preços e combos serem importantes, diz Márcio Fabbris, diretor de marketing de serviços residenciais, eles não são suficientes para “segurar” clientes. “Combos são importantes, mas ainda acreditamos na qualidade. Nosso cliente vai escolher cada produto independente do preço, mas sim porque a rede celular é boa, a cobertura 3G funciona em todo o Brasil, o telefone fixo funciona mesmo quando não há energia elétrica”, define Márcio Fabbris, diretor de marketing de serviços residenciais.

Apesar da conta final na contratação do pacote ser mais barata em relação à contratação de todos os serviços separadamente, o consumidor, prossegue Fátima, pode acabar pagando uma conta mais alta por serviços desinteressantes. “A internet em geral é o chamariz do combo, mas pode ser que o plano de telefone fixo ou TV por assinatura não corresponda ao perfil do consumidor”, diz.

Eduardo Tude, presidente da consultoria Teleco, aconselha o consumidor a pôr na ponta do lápis os preços. “Quem quer comprar um pacote precisa fazer a conta de quanto custaria, independente, cada serviço oferecido.”

Vale lembrar que a venda casada é proibida: o consumidor tem o direito de comprar os serviços separadamente, com preços justos (o valor cobrado por unidade não deve ser maior que o do pacote).

Na dúvida, se você está satisfeito com seu fornecedor de celular, telefonia fixa ou TV por assinatura, mantenha os serviços e contrate a internet banda larga separadamente. Leve os combos em consideração quando já não estiver contente com a qualidade do serviço prestado -- e não apenas com o preço cobrado. Afinal, promoções vêm e vão.



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