Moto G cumpre o que promete com qualidade e ainda agrada pelo preço

Juliana Carpanez
Do UOL, em São Paulo

  • Nelson Almeida/AFP

    Smartphone Moto G roda Android 4.3 (Jelly Bean); Motorola garante update para versão Kit Kat

    Smartphone Moto G roda Android 4.3 (Jelly Bean); Motorola garante update para versão Kit Kat

Para você que está em dúvida se vale a pena pagar cerca de R$ 2.000 por um smartphone, o Moto G responde: não, não vale. O aparelho da Motorola, vendido no Brasil de R$ 649 a R$ 999, mostra que um telefone inteligente pode cumprir muito bem suas funções sem cobrar por isso preços de quatro dígitos. Ele é bom para fazer ligações, para navegar na internet, para rodar aplicativos e oferece qualidade razoável nas fotos (este é seu ponto mais fraco). O resto, como mostra o Moto G, é firula.

Que fique claro: com este aparelho, você não impressionará os amigos na mesa de bar. Portanto, ele não é uma boa opção para fãs de recurso como o leitor biométrico do iPhone 5s, os comandos sem toque na tela do Galaxy S4 ou a câmera de 40 megapixels do Lumia 1020. Se a ideia for impressionar, a melhor opção da Motorola seria o Moto X (com tela e preço maiores que os do Moto G).

Sem características mirabolantes, o Moto G se apresenta como um smartphone honesto. Ele cobra menos porque não oferece tantas funções extras – aquelas que geralmente acabam esquecidas após o primeiro mês de uso. Mas faz tudo o que se espera de um aparelho de qualidade, apresentando respostas rápidas, tela touchscreen com boa sensibilidade, imagens vivas, facilidade de uso e carcaça resistente.

Moto G

Tela: HD de 4,5 polegadas resistente a riscos (Gorilla Glass)
Sistema operacional: Android 4.3 (Jelly Bean); Motorola garante update para versão 4.4 (Kit Kat)
Processador: Quad-core de 1,2 GHz
Armazenamento: 8 GB e 16 GB (incompatível com memória externa)
Câmera: 1,3 e 5 megapixels
Memória RAM: 1 GB
Conexão: Wi-Fi e 3G
Preços: R$ 649 (8 GB e um chip); R$ 699 (8 GB e dois chips); R$ 799 (16 GB, dois chips e três opções coloridas de capas); R$ 999 (16 GB, dois chips e fone Soul Republic)
Pontos positivos: Ótima relação custo/benefício (possivelmente a melhor do mercado); rápido; tela com boa sensibilidade; bateria dura bastante
Pontos negativos: Câmera não tem a mesma qualidade das outras funções; difícil trocar as capinhas coloridas da versão Colors Edition; não dá para usar cartões de memória 

Sua tela de 4,5 polegadas tem a tecnologia antirriscos Gorilla Glass, e o telefone conta ainda com uma camada externa impermeável, que o protege da exposição a líquidos.

O usuário que pagar R$ 649 (modelo pré-pago) terá a versão mais simples do aparelho, o único da família com suporte a apenas um chip. A partir de R$ 699, o usuário tem acesso ao modelo com dois chips (e os mesmos 8 GB da opção anterior). Há também o aparelho testado pela reportagem, com três capas coloridas (branca, vermelha e verde limão), 16 GB e preço de R$ 799. A alternativa mais cara (R$ 999) vem com 16 GB e um fone Bluetooth da Soul Republic.  

Telefone obediente
Equipado com o sistema operacional Android 4.3 (Jelly Bean) e processador quad-core (quatro núcleos) de 1,2 GHz, o Moto G é rápido nas respostas. Some a isso sua tela com boa sensibilidade – nem para mais, nem para menos – e o que se tem é um aparelho muito obediente, como todos deveriam ser. O usuário clica, ele responde.

Nos testes do UOL Tecnologia, realizados por cerca de uma semana, foram pouquíssimos os engasgos. O aparelho só demorou mais para atender aos comandos quando sua bateria estava muito baixa, já perto do fim.

No mais, seu uso foi bastante satisfatório para acessar a internet (via Wi-Fi ou 3G) e usar aplicativos como o Whatsapp, Instagram e Facebook. Até mesmo os apps de mapas, que geralmente exigem mais do aparelho, apresentaram ótimo desempenho no celular.

Como a Motorola foi comprada pelo Google e o aparelho roda Android, ele vem com diversas ferramentas da empresa de internet já instaladas.

O bom uso se estende à estrutura física do Moto G. A traseira levemente curvada favorece o encaixe na mão do usuário. Uma bolinha discreta ao lado da câmera frontal acende quando há notificações, e há somente dois botões no aparelho: liga/desliga e volume. Esses comandos ficam na lateral direita, para serem tocados com o dedão, e não apresentam dificuldades de uso nem para os canhotos (como é o caso da autora deste teste).

A bateria é uma boa surpresa: sua especificação de 2.070 mAh garante tranquilamente um dia de funcionamento sem recargas. Nos testes – com ligações e uso considerável de internet 3G -, o Moto G só pedia carga após mais de um dia e meio.

Outra boa surpresa fica por conta da rádio FM, que só precisa de um fone de ouvido para funcionar, dispensando conexão com a internet.

Câmera deixa a desejar
Se o uso da câmera for muito além de postagem de fotos em redes sociais, o Moto G pode deixar a desejar. Ele tem 5 megapixels na parte traseira, que oferecem registros de qualidade razoável (outros aparelhos com a mesma capacidade, caso do antigo iPhone 4, apresentam resultados melhores). Se o usuário der um zoom, são grandes as chances de a foto granular. Na câmera frontal, com 1,3 megapixel, o granulado aparece antes mesmo do zoom.

A mesma ressalva de fotos com a câmera traseira vale para os vídeos, gravados em 720 x 1280. Sua qualidade é aceitável para os menos exigentes, mas certamente não satisfará quem gosta de registros em alta definição.

Quando a câmera está aberta, a tela só exibe três alternativas: frontal, traseira e vídeo. Os outros recursos de configuração (caso de flash, geotag e panorâmica) só aparecem quando se passa o dedo da esquerda para a direita – a reportagem teve de pedir ajuda à própria Motorola para encontrá-los.

O único ponto positivo da câmera é a possibilidade de fazer o registro tocando em qualquer parte da tela: não é necessário encostar em um botão ou área específica. Se o dedo ficar pressionado, o aparelho faz cerca de 25 fotos no período de dez segundos, mantendo a qualidade mediana.

Outro recurso que não agradou na prática foi a troca da parte traseira do aparelho, disponível na versão Colors Edition.

As instruções falam para pressionar uma área e empurrar outra, mas na prática isso não funcionou facilmente. Foram necessárias duas pessoas e a ajuda de uma fivela de cabelo para tirar a tampa preta e substituí-la pela vermelha. Com tanta dificuldade, o usuário pode acaba desistindo de trocar a capinha sempre - e pagar R$ 100 a menos pelo modelo dual-chip todo preto.  

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