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Facebook e Twitter ajudaram investigação de supostos militantes no Brasil

Cartaz da campanha antiterrorismo nas redes sociais - Reprodução/Facebook/Abin
Cartaz da campanha antiterrorismo nas redes sociais Imagem: Reprodução/Facebook/Abin

Paulo Prada

Da Reuters, no Rio de Janeiro

25/07/2016 10h14

O juiz que decretou as prisões de supostos militantes islâmicos no Brasil na semana passada revelou que Facebook e Twitter cooperaram com os investigadores ao fornecerem informações sobre o uso dos suspeitos de ambas as redes sociais.

Em entrevista exibida na noite de domingo no programa "Fantástico", da TV Globo, o juiz Marcos Josegrei da Silva, da 14ª Vara Federal de Curitiba, afirmou que a colaboração das duas empresas, após uma ordem judicial relacionada à investigação, foi fundamental para se compreender a natureza das conversas realizadas pelos suspeitos, dos quais o 12º e último foragido foi detido também no domingo.

O juiz afirmou, sem entrar em detalhes, que as empresas forneceram dados relacionados ao conteúdo das conversas e dados sobre onde as conversas foram postadas.

Procurados, representantes do Facebook e do Twitter se recusaram a fornecer detalhes sobre o caso. Ambos os porta-vozes disseram que suas respectivas companhias têm tolerância zero com atividades relacionadas ao terrorismo e outros crimes, e que cooperam com autoridades da Justiça quando necessário.

De acordo com os investigadores da chamada operação Hashtag, os suspeitos têm simpatia pelo grupo militantes Estado Islâmico e trocaram mensagens por meio de aplicativos e da internet discutindo "atos preparatórios" para um possível ataque no Rio de Janeiro durante os Jogos Olímpicos, que começam em 5 de agosto.

Na entrevista ao "Fantástico", o juiz disse que não há anonimato para esse tipo de atividade na internet.

Também na noite de domingo, a Polícia Federal informou, por meio de nota, que o 12º suspeito procurado pelos investigadores foi preso. O homem, que foi detido em Mato Grosso, será interrogado e transferido, assim como os outros que estão sob custódia, para uma penitenciária federal.

(Reportagem adicional de Lisandra Paraguassu, em Brasília)

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