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09/11/2007 - 19h10
SBGames termina mostrando um Brasil levado a sério
THÉO AZEVEDO
Contudo, aqui mesmo, dentro do Brasil, o game está sendo utilizado para fins que vão muito além da diversão. O destaque especial fica por conta da Bahia, segundo maior Estado em número de visitantes - foram 358 inscritos, no total -, atrás apenas do anfitrião, o Rio Grande do Sul: projetos encabeçados por baianos estão levando os jogos para a sala de aula, como ferramenta de ensino, sem perder a característica de entretenimento. Após uma era com projetos audaciosos, tais como "Incidente em Varginha", "Outlive" e "Erinia", que esbarraram em inúmeros obstáculos, devido à imaturidade do país na área, hoje os produtores investem no ramo casual, criando jogos para celular, advergames (jogos utilizados para publicidade) e webgames, que demandam menos investimento, não demoram tanto para ficar prontos e têm um retorno mais garantido. Pode não ser algo tão "vistoso", como um game para console, mas é uma forma de, aos poucos, fazer o setor caminhar, sem dar um passo maior que a perna, para estar preparado na hora de tentar objetivos maiores. Estudantes, professores, produtores e profissionais da indústria, durante os três dias de SBGames, discutiram e apresentaram projetos, propostas e idéias sobre indústria nacional. Ainda é preciso batalhar por verbas mirradas e financiamentos impossíveis, sem apoio do governo e, de quebra, lidando com todas as dificuldades inerentes à situação econômica do país. Mesmo assim, persiste a idéia de que é possível viver da produção de games. O SBGames, que no ano que vem acontece em Belo Horizonte, credencia-se como a principal vitrine para mostrar trabalhos e iniciativas que, muitas vezes, não aparecem ao público, já que o desenvolvimento de jogos no país ainda é algo muito de nicho. Faria bem se o setor se organizasse para divulgar com mais eficácia tanta coisa boa; afinal, a propaganda ainda é a alma do negócio.
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