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COMUNICAR ERROPor Jorge A. Otaola
MENDOZA, Argentina (Reuters) - A Argentina dispõe de infra-estrutura para se converter em importante protagonista do setor de software, graças à mão-de-obra capacitada e aos incentivos fiscais, disse na quinta-feira o presidente da Motorola Argentina, Diego Lozano.
As empresas do setor começam a considerar a Argentina como centro de desenvolvimento depois da crise econômica de 2002, que gerou uma depreciação de cerca de 70 por cento na moeda local, o que reduziu os custos de mão-de-obra, em termos de dólares.
"A Argentina é um mercado muito atraente para as empresas multinacionais de telecomunicações. Dispõe de recursos humanos, oferece diferenciação pela qualidade e com o tempo está obtendo maior disciplina de trabalho", disse Lozano em entrevista à Reuters.
"Existe uma grande oportunidade macroeconômica e um interessante incentivo por difusão a diferentes províncias", acrescentou.
O setor tecnológico argentino planeja quintuplicar suas exportações nos próximos oito anos, e triplicar o número de trabalhadores que emprega, de acordo com objetivos empresariais enquadrados em um plano estratégico do setor para 2014.
No momento, as exportações de software e serviços correlatos da Argentina atingem a marca dos 200 milhões de dólares anuais, mas os especialistas acreditam que devam crescer a 350 milhões de dólares em 2007 e atingir a marca do bilhão de dólares em 2014.
"A Argentina pode se converter em líder não só na América Latina mas também entre os países não centrais", disse o executivo, que participou de um seminário organizado pelo Instituto para o Desenvolvimento Empresarial da Argentina.
Outros países, como Brasil, Irlanda, Polônia, Malásia, Rússia e Austrália, têm objetivos semelhante, além da China e Índia, que já começaram a avançar velozmente nessa direção.
Lozano alegou que "a aspiração do setor é ser um dos 10 maiores entre os países não centrais que trabalham no setor de software".
Os resultados comerciais da Motorola são alentadores, e por isso a empresa decidiu transferir à província de Córdoba boa parte das operações que mantinha até recentemente no México e no Chile.

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