5G e Inteligência Artificial: quais outros assuntos devem dominar o MWC

Bruno Romani

Do UOL, em São Paulo

  • Divulgação/Facebook Fira Barcelona

    Pavilhão de eventos em Barcelona onde acontece o MWC

    Pavilhão de eventos em Barcelona onde acontece o MWC

O MWC, principal evento de telefonia celular do mundo que ocorre em Barcelona, começa oficialmente na próxima segunda-feira (26). Antes disso, no domingo, algumas das principais fabricantes de celulares farão anúncios de novos aparelhos, incluindo a Samsung, que deve apresentar o Galaxy S9. 

Mas não é só de gadgets que vive o evento. Algumas das principais tendências do universo da mobilidade serão discutidas e demonstradas. Um dos principais assuntos deverá ser inteligência artificial. 

Óbvio, serão discutidas ampliações das aplicações comerciais, como o que já fazem os chatbots e sistemas de sugestão, mas até a ética e a responsabilidade atrelados à tecnologia serão debatidos. Outros assuntos, como 5G, internet das coisas e neutralidade de rede também devem fazer parte do menu em Barcelona. Confira abaixo os outros assuntos

5G: agora vai?

Já há algumas edições, o 5G é discutido no MWC. Mas as demonstrações parecem estar menos conceituais e mais perto da realidade. No final de 2017, as primeiras especificações do padrão foram aprovadas, e mais um grupo delas está previsto para aprovação no próximo mês de junho.

No Japão, Coreia do Sul e EUA, as operadoras já prometem disponibilizar comercialmente o 5G já a partir de 2019. Na Europa, a tecnologia é esperada para 2020. As conferências devem discutir o que falta para a implementação e quais as principais características da tecnologia.

Em vez de velocidade, a indústria discute a estabilidade que o novo padrão deve oferecer, permitindo que a internet das coisas e a realidade virtual possam florescer de vez.

O crescimento da internet das coisas

Segundo a consultoria Gartner, 20 bilhões de dispositivos deverão estar conectados à internet em 2020. De celulares a turbinas de avião, a variedade de coisas ligadas à rede será imensa. E algumas das principais palestras e demonstrações do MWC serão sobre o assunto.

E o interesse comercial sobre o assunto é grande: o mesmo estudo da Gartner afirma que em 2020 serão gastos US$ 2,9 trilhões no setor globalmente. Empresas e startups vão a Barcelona tentando morder um pedaço dessa torta.
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O adeus a neutralidade da rede

Ajit Pai, chefão do FCC (a Anatel dos EUA), será um dos principais palestrantes do MWC e sua presença deverá ser polêmica. É por meio do FCC que em abril chegam ao fim as regras de neutralidade de rede nos EUA.

Vale lembrar: neutralidade de rede é o princípio que deixa a internet livre e sem barreiras, com tudo sendo tratado de forma igual. Sem ela, as empresas podem, entre outras coisas, aumentar ou diminuir a velocidade da internet entregue aos usuários e controlar o acesso de alguns a determinados sites, aplicativos ou serviços online.

O fim das regras nos EUA deve impactar o funcionamento da internet em todo o mundo, inclusive no Brasil (o que anda preocupando internautas por aqui). No MWC, os dois lados do cabo de guerra (operadoras contra a neutralidade e empresas de internet a favor) estarão representados.

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