Seis perrengues que quem usou internet discada conhece bem

Do UOL, em São Paulo

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Nunca foi tão fácil se conectar à Internet. A rede mundial de computadores chegou ao ponto de fazer parte da nossa vida em todos os momentos, seja na tela do celular, no tablet, no computador, no carro…

Bem, antes de "banda larga" virar o padrão para as conexões (a ponto de isso nem ser mais citado), havia a conexão discada. O pontapé inicial da Internet no Brasil era bem democrático: bastava um computador com placa de modem, ter uma linha telefônica e usar.

Se o acesso em si era simples, todo o resto passava longe disso. Abaixo listamos seis perrengues que mostram que usar Internet discada não era algo exatamente simples. Confira!

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Internet com hora marcada

Esqueça essa história de se conectar a hora que quiser: usar a Internet discada implicava em deixar a linha de telefone ocupada. E, em uma era prévia à popularização dos celulares, a solução encontrada era usar a rede em horários alternativos, ou seja, durante a madrugada. Além de deixar o telefone livre durante o dia, a tática tinha outra razão, como veremos logo abaixo?
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Uma bomba chamada conta de telefone

Quem decidia se aventurar pela Internet em horários mais "normais" acabava sofrendo as consequências: o valor da conta de telefone. Fora do horário de cobrança reduzida, cada minuto de uso da linha telefônica era cobrado. E, claro, navegar pela Internet não é algo que gastava poucos minutos. É bom pensar duas vezes antes de reclamar da conta da banda larga hoje em dia: há 20 anos, tudo era bem mais complicado.
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Pacto familiar

Se você estivesse usando a Internet e seus pais resolvessem usar o telefone, isso certamente resultaria em uma desconexão. Era preciso, então, estipular regras de convívio nas quais a preferência nunca seria sua - afinal, eram eles que pagavam a conta astronômica de telefone. Se isso era contornável durante a semana, com as tarifas reduzidas após a meia-noite, aos finais de semana isso se aplicava durante todo o dia. A Internet discada certamente fez com que pais e filhos passassem a conversar - ou a brigar - mais nos anos 1990.
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Programinha obrigatório

Não bastava definir horários para usar a Internet, criar regras de convivência com a família ou, ainda, se esforçar para não estourar a conta de telefone. Usar a rede, necessariamente, passava pelos discadores. Estes eram programas fornecidos pelos provedores de Internet - que precisavam ser assinados, aliás - que faziam o meio-de-campo entre seu computador e a rede. E, claro, o seu uso nunca foi tranquilo: às vezes, eram necessários vários minutos para conseguir achar uma vaga no provedor e se conectar. E você sabe quando que era mais complicado conseguir uma conexão? Claro: depois da meia-noite e aos finais de semana.
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Encontro marcado

Se hoje utilizamos a Internet para marcar encontros no mundo real, na época da Internet discada isso acontecia ao contrário. Colegas de escola ou trabalho, namorados, paqueras etc acabavam usando o tempo que estavam juntos para marcar de se encontrar na Internet em determinado dia ou horário para, entre outras coisas, conversar por programas como o ICQ.
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Downloads eternos

Tudo que foi dito até aqui envolve apenas o simples fato de usar a Internet para conversar ou, ainda, acessar sites. Caso você quisesse fazer um download de algum programa ou arquivo de música, era bom se preparar: baixar poucos megabytes era uma tarefa hercúlea e demorada. Tanto que gerenciadores, como Getright, fizeram fama à época justamente por permitir pausar um download e continuá-lo em outro momento.

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