Galochas, cereal e baralho: 10 produtos bizarros das empresas de tecnologia

Do UOL, em São Paulo

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    Vai um prato de macarrão da Samsung? E um cereal do Airbnb?

    Vai um prato de macarrão da Samsung? E um cereal do Airbnb?

Quando você pensa em marcas como Nokia, Airbnb e Nintendo, já tem uma ideia clara de quais são os produtos delas, não é mesmo? Mas e se eu te dissesse que a Nokia é uma firma de galochas? Ou que a Nintendo é um pouco mais analógica do que você imagina, investindo em baralhos?

No começo do ano, você deve ter ouvido falar que Elon Musk (aquele mesmo da Tesla e da SpaceX) estava vendendo um lança-chamas (!) por meio de mais uma de sua empresas, a Boring Company. Mas esse está longe de ser o único produto bizarro feito por alguma personalidade ou companhia do mundo tecnológico. Espere para conhecer o relógio gigante do chefão da Amazon!

Seja nos primórdios de suas existências ou nos dias atuais, grandes empresas já investiram em produtos inusitados, bem diferentes daqueles pelos quais se tornaram conhecidas dos consumidores. Confira!

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Botas da Nokia

Pode ser difícil de acreditar, mas a Nokia fabricava botas de borracha. A empresa finlandesa fez sucesso na Europa nas décadas de 1970 e 1980 com uma galocha chamada Kontio.

A Kontio definiu o formato das botas de borracha usada por trabalhadores no mundo todo: uma cinta de aperto, uma banda reflexiva e a entressola rígida.

Foi só nos anos 1990 que a Nokia mudou o foco de design de botas de borracha para telefonia celular. A venda da divisão de botas da empresa foi bastante criticada pela mídia financeira na Finlândia. Os especialistas consideraram a decisão "um passo em falso".

Desde 2014, a Nokia está preparando sua volta para o mercado de calçados. Para começar com o pé direito, a empresa está trabalhando em "smart boots" com GPS, medidores de calorias e outros aplicativos. O chefe de pesquisa e desenvolvimento da Nokia, Shen Cu-te, acredita que os sapatos inteligentes serão os principais produtos vestíveis no futuro, pois calçados são mais usados pelas pessoas do que relógios, por exemplo.

Ah, a antiga divisão de calçados da Nokia segue firme e forte. Chamada Nokiam Footwear, a empresa produz diversos modelos de bota de borracha para homens, mulheres e crianças. As galochas são vendidas em mais de 300 lojas na Finlândia e em lojas online em vários países da Europa.
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Macarrão (e muito mais) da Samsung

A Samsung é uma gigante da tecnologia e líder mundial do mercado de smartphones. Mas na Coréia do Sul, ela é mais gigante ainda. A empresa foi uma das principais responsáveis por reerguer a economia do país após a Guerra da Coréia, no final dos anos 1940.

A Samsung comercializava macarrão, peixe seco e outros alimentos típicos de mercearias, além de produzir açucar. Com o apoio do governo, a empresa diversificou os negócios e se tornou um megaconglomerado, atuando em setores bem diferentes: seguros, varejo, fabricação de navios, eletrônicos, eletrodomésticos, celulares, carros e aviões, entre outros.

Embora esteja entre as principais empresas do mundo em muitos segmentos de mercado, nem tudo deu certo para a Samsung: a Samsung Motor acabou vendida quase inteiramente para a Renault em 2010 e a Samsung Aerospace não faz mais aviões, só turbinas e motores para aeronaves.
Divulgação
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Baralho da Nintendo

Nintendo é sinônimo de videogame, mas antes de salvar o mundo dos jogos eletrônicos de um fim prematuro, a empresa produzia baralhos e outros brinquedos.

Sabe aqueles "termômetros de amor" que costumavam aparecer em shopping centers no dia dos namorados nos anos 1980 e uns braços de plástico que esticam para você pegar as coisas de longe? São dois produtos de sucesso da Nintendo antes dos games.

Apesar do sucesso no mundo dos joguinhos, a Nintendo nunca abandonou os baralhos e você ainda pode comprar jogos de cartas da marca no Japão. Ela faz tanto cartas de hanafuda, um tradicional jogo de cartas nipônico, quanto baralhos ocidentais. E, sim, eles vem estampados com Mario e seus amigos no lugar dos reis, damas e valetes.
Gabriel Francisco Ribeiro/UOL
Gabriel Francisco Ribeiro/UOL

Cereal do Airbnb

O Airbnb é uma empresa bilionária e seu negócio é ajudar as pessoas a descolarem hospedagem sem depender de hotéis. Mas, em 2008,quando ainda era uma pequena startup mal das pernas, ela levantou uma grana vendendo cereais matinais.

Os fundadores do Airbnb, Brian Chesky e Joe Gebbia, eram designers e aproveitaram a campanha presidencial que estava rolando nos EUA para colocar no mercado cereais estampados com caricaturas de Barack Obama e John McCain. Cada cereal tinha um nome divertido e ligado ao candidato: ObamaO's para o democrata e Cap'n Mccain's, para o republicano.

Os cereais fizeram sucesso e o Airbnb arrecadou US$ 30 mil, o que bastou para manter a companhia funcionando por alguns meses, até ser aceita num programa de aceleração de startups do Vale do Silício. Anos mais tarde, algumas caixas dos cereais apareceram em sites de venda como o eBay.
Reprodução/Netflix
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Radião da Motorola

A Motorola inventou o celular que você carrega no bolso hoje, mas antes dele, a empresa norte-americana já tinha um histórico de invenções populares: pra começo de conversa, foram eles que criaram os rádios automotivos. Pense nisso da próxima vez que ligar o som do seu carro.

Outro produto inusitado da Motorola é o walkie talkie. O aparelho de comunicação por rádio foi desenvolvido para uso militar ainda na Segunda Guerra. Após o fim do conflito, o aparelho se espalhou por companhias de segurança, shopping centers e, eventualmente, caiu nas mãos da criançada e se tornou um ícone dos anos 1980.

Diferente de um telefone, o walkie talkie permite conversar dentro de uma certa distância e só uma pessoa fala por vez. Dependendo da frequência sonora utilizada, um walkie talkie pode pegar interferência de outros nas proximidades - como da polícia, por exemplo.
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Vestidos de noiva da Virgin

Dono da Virgin, o britânico Richard Branson é um empresário multimilionário conhecido por suas tentativas de dar a volta ao mundo de balão, mas sua empresa é um conglomerado que vai desde transporte (ferrovias e aviação), música e telecomunicações até, em breve, turismo espacial.

O produto mais bizarro da empresa, porém, não era nada tecnológico: em 1996, Branson lançou a Virgin Brides, que fazia vestidos de noiva. Os vestidos apareceram em algumas lojas do Reino Unido, mas as vendas nunca decolaram e a empresa acabou fechada em meados de 2007.

Falando sobre o negócio mal sucedido, Branson fez um trocadilho meio grosseiro: "A Virgin Brides falhou por não existir nenhuma [noiva virgem]".
Divulgação/Konami
Divulgação/Konami

Academias de ginástica da Konami

A produtora japonesa Konami é bem conhecida dos brasileiros pela franquia de futebol "Pro Evolution Soccer" (ou "Winning Eleven", dependendo da sua idade).

Lá no Japão, porém, os negócios da companhia vão bem além dos videogames: ela tem uma atuação bem grande na área de fitness, produzindo beibdas isotônicas, tipo Gatorae, e com uma rede de academias de ginástica, com programas de treinamento para públicos de todas as idades.

A Konami investe também em máquinas de pachinko - uma espécie de pinball misturado com caça-níquel, bastante popular por aqueles lados.
Rolph Horn/The Long Now Foundation
Rolph Horn/The Long Now Foundation

Relógio de 10 mil anos do Jeff Bezos

O dono da Amazon, Jeff Bezos, é o cara mais rico do mundo e, claro, tem lá suas esquisitices. Talvez a maior delas seja um relógio gigante que o empresário está construindo dentro de uma montanha nos EUA. Chamado de "The Long Now" ("o longo agora". Poético, não?), o relógio vai marcar o tempo com precisão por 10 mil anos.

O relógio terá 200 metros de altura e seus ponteiros vão se mover uma vez por ano e a cada século. O relógio vai tocar um "cuco" a cada milênio - ou seja, ele só vai tocar 10 vezes em toda sua longa existência. Ele já está em construção e a brincadeira vai custar US$ 42 milhões para ficar pronta.

Bezos quer que o relógio ajude as pessoas a pensarem numa medida de tempo maior do que seus anos de vida e no impacto das nossas decisões para as próximas gerações. Para o dono da Amazon, o relógio de 10 mil anos é um símbolo da nossa responsabilidade em salvar e proteger a Terra para o futuro.
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Steve Jobs e a Pixar

Quando você pensa em Steve Jobs, já imagina coisas como iPhone e iPad, dependendo da sua idade, o iPod. Mas no período em que Jobs passou afastado da Apple, ele fundou a NeXT (que fez computadores poderosos que venderam bem pouco) e comprou a Pixar, estúdio de animação que antes era parte da Lucasfilm.

Jobs investiu US$ 10 milhões na Pixar em 1986. O investimento demorou para se pagar e a mídia americana especializada em cinema chegou a declarar que o negócio era "a sexta decisão mais idiota da história do cinema". Foi só em 1995 que o estúdio alcançou o sucesso, com o lançamento de "Toy Story". O longa-metragem de animação faturou US$ 373,5 milhões e abriu caminho para a longa lista de sucessos da Pixar.
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Smartphone da IBM

A IBM é a primeira gigante da indústria dos computadores e, embora tenha a fama de ser uma empresa engessada, diferente das coloridas companhias do Vale do Silício, a história da marca nova iorquina é pontuada por grandes inovações. É deles o Simon Personal Communicator, o primeiro smartphone: lançado em 1994, ele não tinha suporte para navegar na web nem muitos apps, mas você podia acessar e-mails pelo celular e até enviar faxes.

A IBM nunca diversificou muito seu portfólio, mas além dos chips e computadores, você pode encontrar equipamentos médicos. Entre elas, se destaca o primeiro separador contínuo de sangue, utilizado para tratar pacientes com leucemia.

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