Perdeu, humano! A inteligência artificial já é melhor que você nesses jogos

Rodrigo Lara

Colaboração para o UOL Tecnologia

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    Inteligência artificial já consegue bater humanos em diferentes jogos

    Inteligência artificial já consegue bater humanos em diferentes jogos

O desenvolvimento de inteligências artificiais é algo que provoca fascínio. Afinal, elas já conseguem fazer algumas coisas melhores do que humanos. Duvida disso?

Então saca só: ao menos em alguns jogos (e veja bem: aqui não estamos falando de só de videogames), não há pessoa que seja capaz de vencer inteligências artificiais. E a tendência é que a desvantagem dos humanos aumente, uma vez que os desenvolvimentos em aprendizado de máquina fazem com que elas sejam capazes de dominar regras e analisar padrões em um ritmo muito mais rápido e eficiente do que qualquer pessoa conseguiria.

VEJA ABAIXO


Abaixo listamos alguns casos de jogos nos quais as máquinas já têm um domínio praticamente incontestável. Confira!

Cubo mágico

Quanto tempo você demora para "resolver" um cubo mágico? Minutos? Horas? Pois o recorde mundial para deixar um cubo cores uniformes em todos os lados é de Feliks Zemdegs, um australiano de 22 anos capaz de resolver uma peça com nove quadradinhos de cada lado em impressionantes 4,22 segundos. Esse tempo, no entanto, é uma eternidade perto do que um robô criado no Massachusetts Institute of Technology (MIT) pelo estudante Ben Katz, em parceria com o programador Jared Di Carlo, é capaz.

A máquina resolveu o mesmo tipo de cubo em 0,38 segundo. Para isso, ela utiliza câmeras do sistema PlayStation Eye, usado no PlayStation 3, de maneira a "ler" o cubo e passar as informações para um algoritmo, que determina quais movimentos devem ser feitos. Isso ocorre por meio de rotores, que ficam em contato com o cubo. E a tendência é que o desempenho do robô fique ainda mais impressionante, uma vez que seus criadores acreditam que há meios de torná-lo ainda mais rápido.

Pôquer

Como uma máquina seria capaz de superar os humanos em jogo no qual o blefe é tão relevante quanto ter um bom conjunto de cartas na mão? Pois uma inteligência artificial desenvolvida pela Carnegie Mellon University, de Pittsburg (EUA), derrotou seis adversários chineses durante um torneio de exibição de cinco dias em Hainan, na China.

A disputa ocorreu em abril de 2017 e, considerando as fichas obtidas pela máquina, chamada Lengpudashi, ela teria superado dos jogadores humanos em quase US$ 800 mil no final do torneio. A empresa responsável por construir a máquina planeja utilizá-la tanto para atividades recreativas quanto para atuação em estratégia de negócios, segurança digital e em setores financeiros e militares.

Xadrez

Juntar computadores e xadrez não é uma ideia nova e o histórico de vitórias das máquinas sobre os humanos remonta a 1956, quando um computador chamado MANIAC, desenvolvido no Los Alamos Scientific Laboratory, nos EUA, foi capaz de vencer um enxadrista novato em 23 movimentos. Com o passar dos anos, os computadores evoluíram e no final dos anos 1980, eles eram capazes de vencer competidores de nível elevado. Até que, em 1997, o computador Deep Blue derrotou o então campeão mundial da modalidade Garry Kasparov.

Nada disso chega perto do feito do AlphaZero, uma inteligência artificial desenvolvida pelo Google que, em dezembro de 2017, foi capaz de aprender, em quatro horas, todo o conhecimento que há sobre xadrez na História. Em seguida, ele acabou com o Stockfish, o programa que detinha o título de campeão mundial de xadrez. Foram 100 jogos, dos quais o AlphaZero venceu 28 e empatou os restantes, sem perder nenhuma partida. O detalhe mais assustador é que ele foi programado apenas com as regras do jogo, sendo que toda a estratégia foi criada pela máquina.

Perguntas e respostas

Aqui é um pouco apelativo. Afinal, como competir com uma máquina que é capaz de armazenar e acessar com rapidez os mais variados tipos de informações em um jogo de perguntas e respostas não parece algo muito justo.

Isso ocorreu em 2011, que colocou o computador Watson, criado pela IBM, em uma edição do famoso programa de TV dos Estados Unidos "Jeopardy!". Na ocasião, ele enfrentou e venceu os campeões Brad Rutter e Ken Jennings. Essa inteligência artificial serviu de base para a criação do Debater, um computador capaz de argumentar e debater com seres humanos.

Go

O Go é um jogo de tabuleiro milenar, criado na China mais de mil anos antes de Cristo. Ou seja: os humanos acumularam mais de três mil anos de conhecimento sobre o jogo. E, ainda assim, acabaram sendo derrotados por uma máquina em 2016. O autor da proeza foi uma criação do Google, o AlphaGo - que deu origem ao AlphaZero, citado aqui em cima. A principal diferença é que, enquanto o AlphaZero é uma inteligência artificial criada para aplicações mais gerais, o AlphaGo é especializado em Go.

A vítima do AlphaGo foi o jogador sul-coreano Lee Se-dol, que na ocasião do embate, em 2016, tinha 18 títulos internacionais do jogo. O resultado final, que marcou uma vitória de 4 a 1 para o computador, Se-dol se deu devido ao uso de estratégias pouco comuns para jogadores humanos, criando um estilo completamente inovador de encarar o jogo milenar.

Videogames

Será que uma inteligência artificial é capaz de se dar bem contra humanos em um ambiente que também é controlado por computadores? Ainda que um computador seja capaz de aprender a jogar um game - como o ocorrido em estudos do Google no qual uma inteligência artificial aprende a jogar o difícil game "Montezuma's Revenge" -, as máquinas ainda não superaram os humanos em games complexos como "StarCraft". Ao menos por enquanto.

Um confronto organizado entre computadores e o jogador profisional Song Byung-gu acabou com a vitória do humano. Um dos computadores participantes, inclusive, foi desenvolvido pelo Facebook. De acordo com pesquisadores da área de inteligência artificial, realizar testes com a tecnologia envolvendo games como "StarCraft", que exigem que os jogadores realizem ações simultâneas como usar sua memória, formular estratégias, planejar movimentos e, efetivamente, jogarem, acaba sendo um meio efetivo de desenvolver tecnologias que se adequem ao mundo real.

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