Como as últimas empresas compradas pela Apple podem melhorar o seu iPhone

Márcio Padrão

Do UOL, em São Paulo

  • Guilherme Tagiaroli/UOL

A Apple tem que lidar com coisas chatas e importantes que o público geral costuma ignorar. Uma delas chama-se Reunião Anual com Acionistas, que é uma grande "prestação de contas" aos donos das ações da Apple, que precisam saber se o investimento na empresa ainda vale a pena. Para nós, mortais, houve pelo menos uma informação que pode ser importante para quem usa iPhone.

Nessa reunião, ocorrida na terça (13), o chefão da Apple, Tim Cook, afirmou que a empresa da maçã adquiriu 19 outras companhias de tecnologia em 2017. A compra mais emblemática, devidamente anunciada na época, foi a do aplicativo de reconhecimento de músicas Shazam, por US$ 400 milhões (R$ 1,3 bilhão).

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As outras empresas não são tão conhecidas quanto o Shazam; ou você ouviu falar de nomes como Lattice, Vrvana, Buddybuild e InVisage? E nem todas elas fazem aplicativos. Mas o ponto aqui é como a Apple deverá desfrutar do potencial dessas empresas, ou de suas invenções, em seus próprios produtos.

Por exemplo, já pensou nuns óculos de realidade virtual criados pela Apple? Ou num iPhone capaz de buscar músicas e podcasts com palavras-chave nas letras ou depoimentos que tocam no áudio deles. Ou num sistema refinado de escolha de melhores fotos. Tudo isso pode estar nos planos da Apple, se analisarmos suas últimas aquisições.

Reprodução
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Shazam

Esse aqui meio que dispensa apresentações: se existe um app legal para descobrir que música está tocando na balada, este é o Shazam, que também funciona no sistema Android. Pelo menos até agora, já que ele está nas mãos da Apple. Especula-se que o objetivo é integrar este serviço com a Apple Music, plataforma musical da empresa.
Marcio Jose Sanchez/AP
Marcio Jose Sanchez/AP

InVisage

Esta startup de semicondutores criou um sensor de imagem capaz de capturar mais luz mesmo tendo um tamanho menor. E se a Apple começar a melhorar as câmeras do iPhone com esta nova tecnologia de nanopartículas? Fotos ainda mais incríveis e nítidas com o celular, que tal?
Beck Diefenbach/Reuters
Beck Diefenbach/Reuters

Regaind

Ainda no quesito câmera, a Regaind tenta ir além da análise de fotos tiradas na câmera, coisa que a Apple já faz no iOS. Sua tecnologia é capaz de escolher automaticamente a melhor foto de uma série de cliques usando valores técnicos e estéticos de fotografia. Também é capaz de localizar e ocultar imagens duplicadas.
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PowerbyProxi

Esta empresa neozelandesa é conhecida por criar a plataforma Proxi-Module, um sistema de dados e energia sem fio modular que pode ser adaptado e incorporado em vários tipos de aparelhos para oferecer recursos sem fio. Se lembrarmos que a Apple lançou no ano passado seu primeiro carregador sem fio para iPhones, a aquisição faz bastante sentido.
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Workflow

Esse app é um sucesso para iPhones há um tempo, já que ele otimiza processos e integrações entre diversos aplicativos do iPhone, gerando possibilidades de automação da sua vida digital. Por exemplo, sincronizando sua agenda com fotos tiradas no local do compromisso e enviando tudo ao seu e-mail sem você fazer nada. Agora ele é da Apple mesmo e por isso podemos esperar que ele seja parte integrante dos futuros iOS.
Getty Images/iStockphoto
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Pop Up Archive

Esta empresa é responsável pelo motor de busca de podcasts audiosear.ch. Ele se destaca por conseguir sugerir tags para quem faz um upload de um podcast, baseado apenas no que é falado no áudio. Isso seria bem útil no app Podcasts do iOS, ou indo além, talvez aplicar isso à busca do player de música iTunes para fazer o mesmo com canções.
Márcio Padrão/UOL
Márcio Padrão/UOL

Vrvana

Esta empresa criou o Totem, um capacete híbrido que combina realidade virtual com realidade aumentada. Também possui um sistema capaz de rastrear não apenas a posição da cabeça e seus movimentos, mas também as mãos para facilitar a manipulação de objetos virtuais. Pode estar aí a semente do primeiro headset de realidade virtual da Apple, com um recurso que seria bastante celebrado. Já pensou jogar "Candy Crush" no espaço da sua cozinha?
iStock
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Buddybuild

Esta é uma ferramenta para quem programa aplicativos que facilita o desenvolvimento e manutenção de novos apps. Na prática, ele deve tornar o desenvolvimento de aplicativos para o iOS muito mais fácil do que antes Isso também poderá valer para outros sistemas operacionais da empresa -- macOS (Mac), watchOS (Apple Watch) e tvOS (Apple TV) .
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Beddit

A Beddit criou uma faixa de sensores que atravessa a cama de um usuário e analisa dados relacionados ao sono, como tempo de sono, freqüência cardíaca, respiração, temperatura e outros. É possível imaginar essa tecnologia atrelada ao Apple Watch para que os Applemaníacos durmam mais gostoso.
Getty Images/iStockphoto
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SensoMotoric

A SensoMotoric Instruments (SMI) é uma empresa alemã fornecedora de óculos e de sistemas de rastreamento ocular que atualmente são utilizados para realidade aumentada. Vai saber para que a Apple vai usar isso, mas nosso palpite maior é aprimorar o Face ID, seu sistema de reconhecimento facial que estreou no iPhone X, ou no seu futuro óculos de realidade virtual e/ou aumentada.
Reprodução
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RealFace

A empresa é especializada no desenvolvimento da tecnologia de reconhecimento facial e desenvolveu um aplicativo para determinar matematicamente as melhores fotos do usuário usando seu software. Isso pode servir tanto para o Face ID quanto para o app Fotos do iOS.
Getty Images/iStockphoto
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Lattice

Essa empresa é curiosa: sua especialidade é analisar dados incompreensíveis para computadores e organiza-os para ter sentido. Nos últimos anos todo mundo tem criado uma base gigante de dados, sendo muitos mal analisados ou descartados. Será que é algo para a internet das coisas, já que um dos desafios da integração de aparelhos nas casas do futuro é saber lidar com o monte de dados extras gerados pelos usuários? Daí chegamos no app Home do iOS, criado para deixar sua casa mais inteligente.

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