Campanha online reúne reações irônicas de mulheres a cantadas

  • Reprodução/Twitter

    'Aquele momento desconfortável em que sua atraente taxista dá em cima de você (de novo)', diz tuíte

    'Aquele momento desconfortável em que sua atraente taxista dá em cima de você (de novo)', diz tuíte

As mulheres estão usando a hashtag #NoWomanEver (#NenhumaMulherDiz, em tradução livre) para falar com ironia de experiências não tão engraçadas com assobios, comentários sexuais de desconhecidos e outros assédios na rua.

Embora a hashtag não seja nova, ela foi utilizada mais de 140.000 vezes no últimos dias depois que o perfil americano no Twitter Miss Black Awareness (Miss Consciência Negra) a reviveu para aplaudir sarcasticamente as ações de um homem cujos avanços indesejados a usuária disse ter sofrido.

Ela postou uma série de tweets usando a hashtag, como: "Ele andou aleatoriamente ao meu lado na rua por 5 minutos inteiros. Eu admirei sua tenacidade e sabia que ele era o homem para mim #NenhumaMulherDiz" ou "Eu estava na minha pausa para o almoço, e ele disse 'Oooh, eu aposto que você é muuuuito mais deliciosa do que essa salada', então eu dei a ele meu número #NenhumaMulherDiz".

O bastão foi logo passado para muitas outras usuárias, que usaram a hashtag para contar como foram tratadas por homens.

"Eu não estava atraída por ele. Eu educadamente recusei o número dele. Mas quando ele me seguiu quando eu sai do ônibus? :) :) :) #NenhumaMulherDiz", uma usuária twittou.

"Quando ele puxou o meu fone de ouvido por não ter respondido? Meu coração derreteu #NenhumaMulherDiz", disse outra.

Todos os tipos de histórias chegavam de mulheres que não estavam contentes com a forma como elas poderiam ser tratadas na rua.

Curiosamente, os tweets não passaram despercebidos a alguns homens, que se disseram horrorizados com tais práticas e pediram mais respeito às mulheres.

A hasghtag não representa a primeira vez que uma mídia social é usada para reagir a assédios na rua. Um vídeo do YouTube que mostrou a atenção indesejada que uma mulher recebeu andando por Nova York foi visto mais de 40 milhões de vezes. E no Brasil as mulheres e meninas usaram a hashtag "#primeiroassedio" para falar sobre as suas experiências.

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