Facebook reconhece ter calculado mal estatísticas de consumo de vídeo

Da EFE

Em Madri

  • Divulgação/Mark Zuckerberg/Facebook

    A norte-americana Candace Payne, que ficou famosa em um vídeo no Facebook

    A norte-americana Candace Payne, que ficou famosa em um vídeo no Facebook

O Facebook reconheceu que calculou mal suas estatísticas sobre consumo de vídeo na rede social, um dado relevante para que os anunciantes decidam o dinheiro que investem em publicidade na plataforma.

"Recentemente descobrimos um erro na forma de calcular uma de nossas estatísticas de vídeo. O erro foi resolvido, não afetou o faturamento e informamos a nossos parceiros. (...) Esta estatística é uma das muitas que nossos parceiros utilizam para planejar suas campanhas de vídeo", indicou a companhia em comunicado .

Segundo o jornal "The Wall Street Journal", que antecipou esta informação, o Facebook teria inflado o tempo médio de visualização dos anúncios em vídeo durante dois anos e não teria levado em conta aquelas peças que duraram menos de três segundos.

Nos últimos anos, a companhia dirigida por Mark Zuckerberg informou sobre um grande aumento do consumo de vídeo na plataforma. Também sobre o aumento do número de usuários trimestre a trimestre (1.710 bilhões de membros ativos por mês) e do tempo que estes passam na rede social, o que indubitavelmente teve um impacto no planejamento das campanhas propagandistas.

No último trimestre, o Facebook ganhou US$ 6,24 bilhões em publicidade, 63% a mais que no mesmo período de 2015.

O reconhecimento de que a rede social falhou no cálculo da estatística de consumo de anúncios de vídeo volta a pôr sobre a mesa uma demanda reiterada dos anunciantes, que pedem que companhias terceiras possam verificar os números oferecidos pelo Facebook.
 

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