Homem acusa Facebook de fechar grupo com fotos de mulheres comendo no metrô

Do UOL, em São Paulo

  • Reprodução/Daily Mail

    Fotos divulgadas (mas sem as tarjas) no grupo "Women Who Eat On Tubes"

    Fotos divulgadas (mas sem as tarjas) no grupo "Women Who Eat On Tubes"

O criador de um grupo chamado "Women Who Eat On Tubes" (Mulheres que comem no metrô, em português) afirmou que a página foi fechada pelo Facebook após polêmica. A comunidade, que divulga fotos de mulheres comendo no metrô, ganhou notoriedade depois que o departamento de transportes de Londres (Inglaterra) divulgou que as usuárias que se sentirem incomodadas devem procurar a polícia.

Apesar de diversos relatos na imprensa internacional confirmarem que a página foi excluída, no momento em que a reportagem do UOL Tecnologia tentou acesso, foi possível encontrar o grupo - ele tem acesso restrito, mas é possível pedir autorização para participar. A comunidade soma mais de 21 mil usuários.

Fazer essas fotos, no entanto, não é ilegal, de acordo com o departamento de transportes da cidade. As informações são do "Daily Mail". Um representante da instituição afirmou que já foram feitas três denúncias com esse assunto. Uma usuária teria dito que sua foto foi publicada indevidamente e os outros dois casos denunciavam a existência da página.

Tony Burke, que se diz fundador dos grupos, disse em entrevista ao "BBC Radio 4" que a atividade se trata apenas de um "estudo observacional", assim como "qualquer reportagem fotográfica". E que por isso não há motivos para polêmica.

Além disso, ele também acusou a mídia de fazer propaganda indesejada da comunidade – o que teria causado o crescimento. "Era apenas para um público muito, muito pequeno, como meus amigos no Facebook. O grupo não foi criado para tornar esse monstro que foi transformado", disse.

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