iPhones têm toque 3D e nova câmera; iPad ganha tela maior, lápis e teclado

Lilian Ferreira*

Do UOL, em San Francisco

Em seu evento anual de lançamentos, nesta quarta-feira (9), em San Francisco (EUA), a Apple anunciou um iPad com tela maior --o iPad Pro, de 12,9 polegadas--, atualizou a linha iPhone com os modelos 6S e 6S Plus, reforçou as novas cores e a variedade de seu relógio inteligente, o Apple Watch, e mostrou as novidades da Apple TV, seu aparelho de transmissão de TV via streaming.

Todas as novidades apesentadas realmente são um avanço para os produtos Apple, mas não são, necessariamente, novidades para o mercado em geral. De qualquer forma, isso não deverá fazer muita diferença para os Applemaníacos, que confiam na qualidade da marca e costumam comprar os produtos mesmo que os mesmos não apresentem nenhuma inovação.

A empresa também não trouxe novidades para a linha de notebooks Mac, nem para o iPhone 5C, que atualmente só é vendido no Brasil, por R$ 1.499.

iPhones 6S e 6S Plus

Os novos celulares da Apple têm telas de 4,7 polegadas para o iPhone 6S, e 5,5 polegadas para o 6S Plus. Ambos mantiveram os mesmos tamanhos em relação aos modelos de 2014. No quesito design, a maior novidade foi a cor "rosa dourado" na parte traseira, visando principalmente o público feminino.

A nova câmera aumentará o sensor e terá 12 MP na traseira e 5 MP na frontal. É a primeira atualização de megapixels nas câmeras desde 2011. No entanto, a Apple continuará atrás nesse quesito em relação à concorrência, como o Samsung Galaxy Note 5 (16 MP) e o Sony Xperia Z3+ (20,7 MP).

O chamado "3D Touch Display" é o reconhecimento de pressão sobre a tela, um dos principais novos recursos dos aparelhos. Ele é capaz de reconhecer pelo menos três tipos de interação com a tela: toque simples, o pressionado com deslize do dedo, e o toque com maior intensidade.

A sensibilidade à pressão também não é pioneirismo da Apple, porém; a chinesa Huawei apresentou na semana passada o celular Mate S, durante a IFA 2015, em Berlim (Alemanha).

A Apple anunciou que os novos iPhones estarão disponíveis para venda a partir de 25 de setembro em 12 países por US$ 649 (R$ 2.466), iPhone 6S, e US$ 749 (R$ 2.846), iPhone 6S Plus. Os lançamentos chegarão em primeira mão na Austrália, Canadá, China, França, Alemanha, Hong Kong, Japão, Nova Zelândia, Porto Rico, Singapura, Estados Unidos e Reino Unido. No Brasil, a expectativa é que cheguem até o final do ano.

iPad Pro

A Apple confirmou os rumores e finalmente lançou o iPad Pro, seu primeiro tablet voltado para a produtividade. Com tela de 12,9 polegadas, o aparelho é o maior e com maior processamento já criado pela fabricante em dispositivos móveis.

Além de maior, o dispositivo ficou um pouco mais grosso e pesado do que seus antecessores e passou a ter 6,9 milímetros de espessura --comparado aos 6,1 mm do iPad Air 2-- e 713 gramas. 

O aparelho é integrado pelo A9X de 64-bits --terceira geração de processadores da Apple, que é duas vezes mais rápido do que o do iPad Air 2 e "mais veloz do que 80% dos PCs portáteis feitos no último ano", segundo a empresa.

Com o novo tablet veio também o lançamento de novos acessórios voltados para o trabalho: a Apple Pencil, uma caneta stylus que interage com a tela; e a Smart Keyboard, uma capa especial com teclado físico. São recursos já antigos em modelos de outras marcas, como os celulares Galaxy Note da Samsung, ou os Surface, linha de tablets da Microsoft que contam com teclado embutido na capa.

O novo tablet será vendido no mercado americano a partir de novembro em três versões: 32 GB por US$ 799 (cerca de R$ 3.000); 128 GB com Wi-Fi por US$ 949 (cerca de R$ 3.600); e 128 GB com Wi-Fi e conectividade celular por US$ 1.079 (cerca de R$ 4.000). Ainda não há previsão para o lançamento no Brasil. Estará disponível nas cores dourado, prata e "cinza espacial".

Apple Watch

A empresa também apresentou novas cores, materiais e modelos para seu smartwatch, o Apple Watch, além de explicar como está o ecossistema do relógio. O vice-presidente de operações da Apple, Jeff Williams, diz que o Apple Watch já possui cerca de 10 mil aplicativos --de trânsito, de mapas, de sensores-- e anunciou a chegada do Facebook Messenger [app de bate-papo] para o smartwatch, bem como o iTranslate. "Só falar no microfone que ele traduz em 90 linguas", disse o executivo.

A empresa também ressaltou o controle das câmeras de ação GoPro pelo Apple Watch, além do uso para a área médica. "Médicos e enfermeiros podem usar para monitorar pacientes", disse Cameron Powell, executivo da empresa de soluções em medicina Airstrip.

Apple TV

Embora as grandes estrelas do evento tenham sido os novos iPhones, a Apple dedicou boa parte do tempo para apresentar as atualizações do Apple TV em uma tentativa de convencer --principalmente futuros investidores-- da viabilidade do produto.

Além de acessar os mais variados aplicativos da marca --como o Apple Music--, os usuários do Apple TV poderão ainda realizar compras, bem como transformar o televisor em um console de vídeo game. No palco do evento foram demonstrados diversos jogos.

A principal novidade, no entanto, foi a compatibilidade do sistema com a Siri. Ao perguntar o que o ator ou a atriz disse, por exemplo, a assistente de voz pode voltar a cena do filme. Pode ainda filtrar conteúdos mediantes questionamentos do tipo: "que filme é bom para ver com adolescentes".

O comando, que é ativado por um botão no controle remoto, já não é nenhuma novidade para o mercado. Televisores integrados com o sistema operacional Android têm acesso aos serviços de comando de voz.

O aparelho com Bluetooth 4.0, Wi-Fi, acelerômetro, giroscópio e três meses de carga custam de US$ 149 (cerca de R$ 566), versão de 32GB, a US$ 199 (R$ 756), modelo de 64GB. 

*A jornalista viajou a convite da Apple.

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