Oito cuidados necessários ao levar o smartphone a uma assistência técnica

Larissa Leiros Baroni

Do UOL, em São Paulo

  • Marcello Sa Barretto/AgNews

Uma loja de assistência técnica pode ser a responsável pelo vazamento das fotos íntimas do ator Stênio Garcia e da mulher dele, Marilene Saade. O que levanta a preocupação dos usuários com a proteção dos seus dados pessoais diante da necessidade de levar o smartphone para o conserto.

"Os riscos não se restringem à exposição de fotos íntimas, mas também o acesso a dados bancários, a informações sensíveis que podem vir a ser utilizadas para arquitetura de um sequestro ou qualquer outro ato mais grave", afirma Rodrigo Filev, professor de ciência da computação do Centro Universitário Fei.

Se o telefone estiver funcionando, há alguns cuidados necessários e preventivos que podem evitar que os técnicos tenham acesso a seus dados pessoais (veja abaixo). Mas, caso o aparelho tenha pifado de vez, o jeito mesmo será contar com a sorte e com a discrição daquele que tiver acesso às suas informações.

"É por isso que sempre dizemos que o mais seguro mesmo é não ter informações sigilosas armazenadas nos smartphones", afirma Fabio Assolini, analista sênior de segurança da Kaspersky Lab Brasil.

1. Opte por empresas autorizadas

Diante da necessidade de levar o dispositivo em uma assistência técnica, Bruna Castanheira, pesquisadora do Centro de Tecnologia e Sociedade da FGV (Fundação Getúlio Vargas), recomenda que o usuário dê preferência às empresas autorizadas pelo fabricante. "Não que isso seja uma garantia de que as suas informações estarão 100% seguras, mas os riscos são menores", afirma.

2. Retire o cartão de memória

Caso o aparelho conte com um cartão de memória removível, certifique-se que todas as informações pessoais --tais como contatos e fotos-- estejam salvas nele e retire-o ao levar o dispositivo ao conserto.

3. Faça o backup físico

Para os smartphones que não contam com o cartão de memória removível -- como é o caso do iPhone e dos novos Galaxys--, o cenário mais seguro, de acordo com Fabio Assolini, analista sênior de segurança da Kaspersky Lab Brasil, é fazer o backup físico do smartphone. "Conecte o dispositivo ao computador e faça um backup completo de todos arquivos, aplicativos e configurações", sugere.

4. Recorra ao backup na nuvem

Para quem não tiver um computador, a opção é fazer um backup na nuvem. "A segurança desse armazenamento depende de como ele é feito", afirma Assolini. Para que seja seguro, segundo ele, é preciso recorrer a uma boa senha, além da dupla autenticação. "Esse método exige, além da senha, um código enviado para o celular no momento do login"

5. Reset o aparelho

Com os arquivos e as configurações salvas, é preciso fazer o chamado "hard reset", que além de apagar todos os dados, restaura os padrões de fábrica do dispositivo. O processo é bastante simples em qualquer sistema operacional.

No Android, acesse a janela de configurações e procure por "Fazer Backup e Redefinir". Em seguida, clique sobre "Restaurar dados de fábrica" e confirme a ação.

Já os usuários de iOS devem acessar a janela de configurações (Ajustes). Na sequência, clique em "Geral", "Redefinir" e "Apagar todo o conteúdo e Ajustes".  Caminho similar ao do Windows Phone: "Configurações" >> "Sobre o telefone" >> "Redefinir o telefone".

6. Criptografar o celular

O uso da criptografia, como aponta Filev, também é recurso eficaz para a garantida da privacidade dos arquivos contidos no smartphone. Segundo ele, há alguns softwares gratuitos no mercado que oferecerem a proteção de pastas e/ou arquivos específicos. "Em geral, são simples de ser instalados. O grande problema é que acabam deixando os dispositivos mais lentos, além de consumirem um pouco mais a bateria."

7. Evitar senhas óbvias

Cuidado com as senhas! Afinal, de nada adianta usar serviços na nuvem ou programas de proteção se a senha escolhida for frágil. Assolini sugere que os códigos de acesso não sejam números sequenciais ou repetidos, nomes de parentes ou datas de nascimento. "O ideal é que se crie uma senha única e com ao menos seis dígitos." Vale ainda alternar letras maiúsculas e minúsculas, além de usar caracteres especiais ($, @, !, # e outros).

8. Apagar os arquivos

Se a opção for apagar fotos íntimas ou qualquer documento sigiloso, o importante é recorrer aos destruidores de arquivos, como aponta Bruna. "Mesmo quando apagados, os arquivos podem permanecer no disco rígido e, em alguns casos, podem ser facilmente recuperados com programas de recuperação de arquivos", relata a pesquisadora, que diz existir programas – inclusive gratuitos -- que eliminam os rastros dos arquivos. Uma das sugestões, segundo ela, é o CCleaner, disponível para Android (http://zip.net/bwr51K).

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