Dicas de Tecnologia

Smartwatches: vale a pena comprar um relógio inteligente?

Bianca Bellucci

Colaboração para o UOL, em São Paulo

  • Philippe Merle/AFP

A onda dos acessórios vestíveis, ou wearables, está com tudo. São pulseiras, óculos e, claro, relógios inteligentes. Esse último é o carro-chefe dessa moda e também pode ser chamado de smartwatch. Ele tem como objetivo disponibilizar de forma mais rápida e fácil as informações que se encontram no smartphone do usuário. 

O ponto negativo é seu valor, que é equivalente ao de um celular mediano: --um aparelho da Sony pode ser encontrado no mercado por R$ 1.299, enquanto um relógio da Samsung sai por R$ 1.499 e um da Motorola por R$ 1.099.

"Com um potencial de funcionalidade muito alto, os benefícios relacionados à saúde e bem-estar são os que mais chamam a atenção dos brasileiros na hora de comprar um smartwatch", afirma Renato Citrini, gerente sênior da área de dispositivos móveis da Samsung Brasil.

Outras características que se destacam são atender ligações, responder comandos por meio da voz, armazenamento interno para arquivos, aplicativos exclusivos e GPS.

Embora ainda não tenha efetivamente caído no gosto popular, Citrini garante que os brasileiros estão começando a entender os benefícios e as vantagens de ter um wearable. "O consumidor passou a ver que um relógio inteligente pode facilitar seu dia a dia e trazer mais modernidade e desempenho para sua vida", diz.

"O mercado de acessórios inteligentes ainda está em processo de estabilização no país", explica Joe Takata, gerente de produto da Sony Mobile no Brasil. "A tendência é sempre buscar dispositivos inovadores que facilitem a vida dos consumidores. Por isso, nossos relógios são pensados para que o usuário não precise nem se preocupar em tirá-lo do pulso. Eles, inclusive, contam com função à prova d'água e bateria de longa duração."

As fabricantes não comentam sobre o desempenho de vendas, mas garantem que a procura pelos relógios inteligentes superou as expectativas.

Lado negativo

Por mais que as empresas se mostrem otimistas, algumas informações revelam que o cenário não vai tão bem assim.

Em 2014, por exemplo, foram vendidos no mundo apenas 720 mil relógios com Android Wear do total de 4,6 milhões de dispositivos vestíveis. Os dados divulgados pela Canalys, especializada em pesquisa sobre mobile, também apontam que o Moto 360 da Motorola foi o líder no segmento, apesar de não dizer quantas unidades foram comercializadas.

Um dos possíveis motivos para a falta de interesse do público é o preço sugerido. O valor de um smartwatch é equivalente ao de um celular mediano (4 GB de armazenamento, processador de 1.2 GHz e câmera de 8 MP). Um aparelho da Sony pode ser encontrado no mercado por R$ 1.299, enquanto um relógio da Samsung sai por R$ 1.499 e um da Motorola por R$ 1.099.

Ao digitar "smartwatch" no Reclame Aqui, página que reúne reclamações de consumidores, algumas incidências aparecem. São mais de 120 problemas registrados, sendo a Sony a campeã em reclamações (38 no total). A marca é seguida de longe por Samsung (18) e Motorola (12). 

Entre as queixas estão: fragilidade, bateria fraca, superaquecimento e problemas no carregamento após a atualização do sistema operacional.

Por mais que os produtos ainda cometam alguns deslizes, o gadget está em alta. A Apple promete abocanhar 75% do mercado de smartwatches e vender 4 milhões de dispositivos até o final do ano ao redor do mundo. Os dados da Strategy Analytics, especializada em análise de mercado, também apontam que a segunda maior vendedora será a Samsung com previsão de 700 mil unidades.

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