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De olho na segurança

Ameaça e impunidade: estudo mostra por que é perigoso usar internet no país

Do UOL, em São Paulo

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    Brasil foi considerado o país mais perigoso para ataques virtuais financeiros em 2014

    Brasil foi considerado o país mais perigoso para ataques virtuais financeiros em 2014

Um estudo da Kaspersky Lab demonstrou o que muita gente já suspeitava: o Brasil está entre os países mais perigosos do mundo para usuários digitais. A quantidade de ataques maliciosos (malwares) que visam roubar dinheiro e dados privados de quem utiliza a internet e a legislação nacional vaga colocam o país nessa situação.

"Além disso, a legislação nacional é muito vaga em relação a crimes digitais. Se você une tudo isto ao vasto comércio de produtos e serviços entre criminosos locais, nota o quanto a realidade digital brasileira pode se tornar complexa para empresas que não contam com especialistas em segurança de TI no País", afirma Fabio Assolini, autor da pesquisa e analista de segurança da Equipe de Pesquisa e Análise Global (GReAT) da empresa russa.

Ao contrário de tendência mundial de roubos, os cibercriminosos nacionais visam roubar apenas brasileiros, devido à impunidade de seus atos ilegais – e, depois, ostentam em redes sociais. O estudo indica que, mesmo assim, foi notada uma comunicação entre criminosos brasileiros e bandidos online da Europa Oriental, com troca de conhecimento e serviços, como hospedagem para malware (software que se infiltra em sistemas operacionais para causar danos ou roubos de informações).

Golpe de boletos 

Ataque de boletos, em que é possível manipular a transação financeira para que caia em uma conta diferente, são golpes usadas tipicamente por criminosos brasileiros. 

Não à toa, o país foi considerado o mais perigoso em ataques virtuais financeiros em 2014, segundo o estudo, e está entre as nações mais afetadas por trojans (tipo de malware que rouba informações) no mesmo ano. A pesquisa aponta que, de acordo com a Febraban (Federação Brasileira de Bancos), em 2012 bancos nacionais perderam R$ 1,4 bilhão em pagamentos de fraudes perpetradas por internet banking, telefone ou clonagem de cartões de crédito.

Sites oficiais inseguros

A pesquisa também chamou a atenção para falhas em sites de segurança em páginas do governo que expõem dados de usuários, posteriormente comercializados por cibercriminosos. Por exemplo, um ataque ao sistema do Ibama permitiu reaver a licença de 23 empresas suspensas por crimes ambientais e, em 10 dias, foram extraídos R$ 11 milhões em madeira, cita o trabalho.

O que espantou foi ainda a facilidade de se tornar uma criminoso online no Brasil: uma pessoa encontra praticamente todos os serviços imagináveis, seja criptografia para malware, hospedagem, programação, código para o ataque aos roteadores domésticos, virais no Facebook, spam etc.

Como se proteger?

É preciso ter seu computador preparado para identificar e evitar possíveis ataques virtuais. Um bom antivírus é algo básico para estar mais seguro.

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