Facebook está pagando "influenciadores" para combater Estado Islâmico

Do UOL, em São Paulo

  • Robert Galbraith/Reuters

O Facebook está investindo em contra-informação para ajudar a frear o avanço do grupo terrorista Estado Islâmico, segundo Monika Bickert, gerente de gestão da política global da empresa. A informação surgiu em uma reportagem do "Wall Street Journal" publicada nesta quinta-feira (11).

Uma das táticas usadas desde o ano passado é a gestão do Facebook permitir que antigos membros de grupos extremistas criem contas falsas para enviar mensagens privadas para os atuais membros desses grupos.

Essas conversas duraram mais tempo que o esperado, de acordo com Ross Frenett, representante do Institute for Strategic Dialogue, entidade de Londres que estuda o extremismo violento e foi parceira do Facebook na estratégia.

O Facebook também financiou anúncios de até US$ 1.000 para contra-oradores, incluindo o comediante alemão Arbi el Ayachi. No ano passado, Ayachi filmou um vídeo em que discordava de um grupo de extrema-direita grega que pregava que comer carne halal é venenoso para os cristãos. "Foi a nossa opinião sobre como o humor pode ser usado para difundir uma falsa alegação", disse el Ayachi.

Em outra iniciativa, o Facebook se uniu com o Departamento de Estado e a consultoria Edventure para incentivar universitários a criar mensagens para combater o extremismo. No último outono no hemisfério Norte, 45 turmas de faculdades de todo o mundo participaram de duas competições, onde receberam US$ 2.000 de orçamento e US$ 200 em créditos de anúncios.

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