Esperar um vídeo carregar é como ver um filme de terror sozinho, diz estudo

Do UOL, em São Paulo

Esperar um vídeo carregar no celular deixa qualquer um estressado. A ansiedade é similar a sentida diante de um teste de matemática ou quando assistimos a um filme de terror sozinho. É o que mostra um estudo de mobilidade da Ericsson.

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  • http://tecnologia.uol.com.br/enquetes/2016/02/19/o-que-te-deixa-mais-tenso.js

Atrasos para carregar páginas da web e vídeos fizeram com que a frequência cardíaca de usuários de celulares aumentasse, em média, 38%. Esperas de no mínimo seis segundos na transmissão de vídeos fizeram com que os níveis de estresse aumentassem em um terço. A medição levou em conta pulsação, rastreador ocular e eletroencefalografia.

Já quando um vídeo começa, mas trava, os níveis de estresse dos usuários aumentam dramaticamente. 

Como apontou o relatório, "essa ansiedade" tem impacto direto no índice que mensura o grau de satisfação e fidelidade dos consumidores e clientes de uma operadora. Experiências sem atrasos, por exemplo, podem gerar um aumento de 4,5 pontos na avaliação do cliente.

Em contrapartida, o grau de satisfação da empresa diminuiu, em média, quatro pontos diante de atrasos para acessar conteúdos e streamings. Como destaca a Ericsson, atrasos são duplamente negativos para as operadoras de celulares, pois "causam menor engajamento com a marca e maior engajamento com a concorrência".

Ericsson/Divulgação

Outros dados

O relatório também apontou as redes sociais como a segunda responsável pelo crescimento no tráfego móvel, perdendo apenas para vídeos. As projeções para os próximos seis anos, segundo a empresa, são que o tráfego total de redes sociais seja cerca de 12 vezes maior do que nos últimos seis anos.

No 4º trimestre de 2015, estima-se que tenham sido realizadas mais 68 milhões de assinaturas móveis, sendo a Índia responsável pelo maior número (21 milhões), seguida pela China (6 milhões), Estados Unidos (5 milhões), Birmânia (5 milhões) e Nigéria (3 milhões).

No mesmo período, o número total de assinaturas sofreu um impacto de 100% com cerca de 7,3 bilhões --a mesma quantidade de pessoas no mundo. O tráfego global de dados móveis cresceu 65% entre o 4º trimestre de 2014 e o 4º trimestre de 2015. 

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