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UOL Testa: Qual o melhor celular?

Mesmo sem muita inovação, S7 é o melhor Android do mercado

Larissa Leiros Baroni

Do UOL, em São Paulo

Começa a partir desta sexta-feira (18) a pré-venda no Brasil dos novos Galaxy S7 e S7 edge. Apesar de ainda serem considerados os melhores Android do mercado, não foi dessa vez que a Samsung trouxe algo revolucionário para tentar reverter a queda das vendas. Os novos smartphones trazem poucas melhorias em relação à versão anterior e resgatam antigos (e desejados) recursos.

Os aparelhos chegam ao Brasil custando até R$ 4.199. Os valores são similares aos da versão anterior, que custam de R$ 2.999 (S6 de 32 GB) a R$ 3.999 (S6 edge+). Preço que coloca a Samsung em vantagem em relação à Apple, já que os novos iPhones variam de R$ 3.999 (6S de 16 GB) a R$ 4.899 (6S Plus de 128 GB).

A grande aposta do S7 é a câmera. Com a tecnologia Dual Pixel --própria de câmeras profissionais-- e a maior abertura do sensor --que passou para F 1.7--, é possível tirar boas fotos em ambientes com baixa luminosidade. "O aparelho é 56% mais sensível à luz do que o S6", explica Renato Citrini, gerente sênior de produtos da divisão de dispositivos móveis da Samsung Brasil, que também atribui aos recursos a maior agilidade do foco automático.

Na prática, os resultados são muito bons e tornam imperceptíveis a diminuição dos megapixels da câmera traseira, que passou de 16MP para 12 MP. Em ambientes claros e/ou escuro, o aparelho produz fotos nítidas, com cores vivas e próximas à real, além de boa profundidade de campo. Nem mesmo detalhes passam despercebidos nas imagens. 

Larissa Leiros Baroni/UOL
Fotos tiradas em ambiente com pouca luminosidade com o S6 (esq.) e o S7 (dir.)
Larissa Leiros Baroni/UOL
Fotos tiradas em ambiente com pouca luminosidade com o S6 (esq.) e o S7 (dir.)

A mesma qualidade é notada na câmera frontal, que manteve o sensor de 5 MP. A Samsung, no entanto, resolveu adotar um recurso um tanto caseiro para suprir a ausência do flash --como fez a Apple com os iPhones 6S e 6S Plus. Ao tirar uma selfie, a tela do celular acende e emite uma luz branca. Não pode se dizer que o efeito é o mesmo de um flash, mas funciona.

A sul-coreana também trouxe para o S7 outra funcionalidade do concorrente: transformar os frames que antecedem uma foto em um pequeno vídeo. Não tem muita serventia, mas pode render umas boas risadas, apesar de ser uma vilã para a memória do aparelho. Outro recurso incorporado é o hyperlapse --que cria vídeos do tipo time-lapse em apenas poucos segundos.

Tela que nunca apaga

Seguindo uma tendência do mercado, o S7 ganhou um display que nunca apaga, com a exibição da data, da hora e das principais notificações --tais como ligações não atendidas. Um recurso que, além de favorecer o design, realmente contribui para a diminuição do hábito de "bloquear e desbloquear" o aparelho a cada cinco minutos.

Outro diferencial dos novos top de linha da Samsung --ainda no quesito design-- é a borda traseira que, assim como no Note 5, ganhou acabamento curvado, que favorece a pegada e o manuseio do aparelho. Também perderam praticamente todo o relevo entre o corpo metálico e o sensor da câmera principal.

Uma novidade exclusiva a versão edge é a possibilidade de se criar atalhos personalizados na lateral curva, passando a ser permitido até duas colunas de apps, não mais uma como no modelo anterior. Opção que deve favorecer aos usuários que possuem muitos aplicativos instalados no aparelho, caso contrário pode parecer desnecessária.

Por dentro, os aparelhos integrados com o mais novo Android (6.0) são compostos por 4 GB de memória RAM e processador Exynos 8 Octa 8890, de oito núcleos (quatro de alto desempenho a 2,3 GHz e quatro voltados à economia de energia, a 1,6 GHz). É bastante ágil em responder os comandos e, durante os testes, não travou nenhuma vez, nem mesmo nas tarefas de maior demanda --como jogos e vídeos. Um grande diferencial do aparelho em relação aos concorrentes é que ele não é muito "esquentadinho", ou seja, o sistema de resfriamento realmente funciona.

Bem-vindos de volta

Sem comprometer o design, o S7 voltou a ser à prova d'água como o S5, podendo sobreviver a uma submersão de até 1,5m por 30 minutos. Mas manteve antigos problemas, como o não reconhecimento dos comandos na tela quando mergulhado na água. Reconhece, no entanto, os toques com a tela ou o dedo molhado --o que pode ser considerado um avanço.

A Samsung também voltou atrás e decidiu resgatar o cartão de memória --que foi abolido no S6 em prol do design refinado de vidro e metal. Na ocasião, a sul-coreana chegou a dizer que o recurso era dispensável na "era do armazenamento em nuvem". 

Com memória interna de 32 GB, além de capacidade para microSD de até 200 GB, o S7 passa a ter espaço mais do que bom para o uso comum. "Abrimos mão de um milímetro de espessura para trazer de volta a memória expansiva", afirmou Citrini. Um modelo lançado no começo de 2017, na cor black piano, terá mais armazenamento --128 GB-- e um preço maior --R$ 4.199.

O espaço a mais do S7 também favoreceu o aumento da capacidade da bateria, com 3.000 mAh, para o S7, e 3.600 mAh, para o S7 edge. As versões anteriores tinham 2.550 mAh e 2.600 mAh, respectivamente. A depender do uso, uma carga completa pode durar um pouco mais de um dia.

No geral, o S7 é um excelente aparelho. Pena que seu preço não o torna nada acessível. 

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