WhatsApp

Sim! Existe vida sem WhatsApp e teve até quem nem sentiu falta do app

Larissa Leiros Baroni

Do UOL, em São Paulo

  • Arquivo Pessoal

     "Apesar de ser uma importante ferramenta de trabalho, não podia ficar lamentando precisava tomar uma providência", contou Moema Monteiro, 38

    "Apesar de ser uma importante ferramenta de trabalho, não podia ficar lamentando precisava tomar uma providência", contou Moema Monteiro, 38

Foram 25 horas de "terror" para uns, mas não para outros. Teve até quem passou ileso ao bloqueio do WhatsApp e disse não ter sentido a mínima falta do aplicativo. E não estamos nos referindo aos avessos à tecnologia. Mas àqueles que encontraram na suspensão uma motivação para buscar fontes alterativas de comunicação e chegaram até a se surpreender com a alternativa: o Telegram.

Esse é o caso da contadora de histórias Moema Monteiro, 38, que afirmou ter sido pega de surpresa com a determinação do bloqueio do WhatsApp, mas que decidiu não se manter refém do aplicativo. "Apesar de ser uma importante ferramenta de trabalho, não podia ficar lamentando precisava tomar uma providência", contou.

Com a indicação e as boas referências de amigos, a paulistana decidiu apostar no Telegram, que, enquanto o WhatsApp ficou fora do ar, chegou a ganhar mais de 7 milhões de usuários. "Até poderia ter optado pelo VPN, mas não sou muito a favor disso", aponta Moema, que, em dezembro de 2015, quando o aplicativo foi bloqueado pela primeira vez, recorreu temporariamente ao Viber. A diferença é que a mais nova adesão será definitiva.

"O aplicativo puxou automaticamente todos os meus contatos que estavam no aplicativo, o que favoreceu a minha aproximação com várias pessoas que há anos não falava. Foi um reencontro social", disse. Moema acrescentou ter se surpreendido com o Telegram, que, na opinião dela, é até melhor que o WhatsApp. "Gostei muito as etiquetas", pontuou ela, que disse já ter virado fã e usuária assídua do aplicativo.

Segundo ela, muitos dos grupos profissionais que tinha no WhatsApp já foram migrados para o Telegram.

"Quando todos eles estiverem lá, talvez, não fará mais sentido manter o meu WhatsApp."

Arquivo Pessoal
O WhatsApp também passou a perder um pouco de sentido para o analista de sistemas Tiago Cardoso, 23, que já tem o Telegram instalado em seu celular há cerca de dois anos, mas que só começou a usá-lo com mais frequência na última segunda-feira (2), quando o aplicativo concorrente foi bloqueado. "Por incrível que pareça, a experiência com ele foi muito boa. Diria até surpreendente."

Entre as vantagens do aplicativo, ele cita a dinâmica das conversas em grupo, que possibilita mencionar respostas a determinado usuário, além dos gifs e da possibilidade de anexar músicas do Spotify e referência à Wikipédia.

"Sem contar que por ser mais leve, é muito mais rápido e chega a gastar cerca de 30% menos da bateria do aparelho", acrescentou Tiago, que disse estar a um passo de largar de vez o WhatsApp. "Só não faço isso porque alguns dos meus contatos --bem menos do que antes--ainda só usam o aplicativo. Além do que, há a tendência daqueles que migraram para o Telegram o abandonarem com a volta do concorrente."

Para o analista de sistema, o Telegram só perde para o WhatsApp no quesito ligação. "Não que isso para mim seja determinante, já que as minhas experiências de chamadas de voz pelo aplicativo não são as melhores. Existem outras opções [FaceTime e Skype] que são bem melhores para essa funcionalidade", aponta ele.

"O grande problema é que o uso do WhatsApp está enraizado. As pessoas não levam em consideração qual é a melhor opção do mercado. É um efeito manada. As pessoas vão aonde todo mundo está."

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