Uma em quatro redes Wi-Fi abertas das áreas da Rio-2016 é insegura

Do UOL, em São Paulo

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Vai para o Rio de Janeiro acompanhar os Jogos Olímpicos? Cuidado com as redes Wi-Fi gratuitas. Segundo estudo realizado pela empresa de segurança russa Kaspersky, uma em quatro redes sem fio nas áreas onde serão realizadas as competições é considerada inseguras.

A Kaspersky avaliou as maiores áreas que receberão os eventos esportivos no Rio de Janeiro --Comitê Olímpico Brasileiro; Parque Olímpico; e os estádios do Maracanã, Maracanãzinho e Engenhão-- para o mapeamento das redes Wi-Fi disponíveis. 

Com o auxílio de um software de reconhecimento (wardriving), foram encontrados nas regiões 4.500 pontos únicos de acesso. A maioria deles configurados no padrão 02.11n. Hardware que, segundo a Kaspersky, é considerado moderno, já que conta com velocidades acima de 600Mbps, o que é ideal para trabalhar com recursos multimídias (vídeo e áudio).

Mas, levando em consideração a segurança, os analistas da Kaspersky apontam que 18% das redes Wi-Fi são abertas. O que significa que todos os dados recebidos e enviados por elas não são protegidos por nenhum tipo de chave de criptografia. Outros 7% delas usam a criptografia WPA-Personal, um algoritmo considerado obsoleto e que pode ser "quebrado" sem muito esforço.

"Isso é especialmente ruim, pois os usuários conectados a essas redes podem acreditar que estão protegidos, quando na realidade a rede pode ser comprometida e o criminoso pode fazer diferentes tipos de ataques para manipular o tráfego e os dados do usuário conectado a ela", alerta Fabio Assolini, analista sênior de segurança da Kaspersky no Brasil.

No total, 1/4 de todas as redes Wi-Fi nas áreas onde serão realizadas as competições no Rio de Janeiro são inseguras ou configuradas com protocolos de criptografia fraca, onde cibercriminosos podem comprometê-las, manipulá-las e roubar os dados pessoais e financeiros das vítimas.

Mas, como aponta Assolini, é possível usar essas redes Wi-Fi abertas e ainda assim ter uma navegação segura. "É necessário usar uma conexão VPN (Virtual Private Network). Recomendamos usar esta tecnologia independentemente da conexão de internet que você esteja usando durante uma viagem", orienta o especialista, que diz que o recurso viabilizará a criptografia do tráfego do dispositivo. "E, mesmo que alguém consiga comprometer a rede, não será possível ter acesso aos seus dados sem conhecer a chave para descriptografar a mensagem."

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