Novos Moto Z engatam na moda dos acessórios para "encorpar" smartphones

Márcio Padrão

Do UOL, em San Francisco (EUA) *

  • Reprodução

A nova linha de aparelhos premium da Motorola/Lenovo --Moto Z e Moto Z Force-- pegou emprestado a ideia "modular", de expandir os recursos do aparelho com acessórios externos acoplados, para buscar espaço no já concorrido mercado mundial de smartphones.

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Os aparelhos foram lançados nesta quinta-feira (9) no evento Lenovo Tech World, em San Francisco (EUA), e começam a ser vendidos mundialmente a partir de setembro --no Brasil, a empresa só confirma a chegada do Moto Z. Os preços ainda não foram divulgados. 

O Moto Z tem como destaque o suporte a acessórios chamados de MotoMods, mundialmente, e Moto Snap, no Brasil. Entre os acessórios, há aqueles que mudam o visual dos aparelhos, como três tampas diferentes, e outros que acrescentam recursos aos smartphones. 

Entre as novidades há um projetor, que emite a imagem da tela do celular para qualquer superfície, um amplificador de áudio, que transforma o smartphone em uma caixa de som portátil, e uma bateria externa que adiciona 28 horas de carga extra ao aparelho sem aumentar sua espessura.

Especificações 

As especificações do Moto Z e Moto Z Force são basicamente as mesmas, com a diferença que o modelo Force vem com tecnologia de tela indestrutível --a mesma do Moto X Force. 

Com processadores Snapdragon, ambos contam com o chip 820 (top de linha da Qualcomm), 4 GB de memória RAM, 64 GB de memória interna (com suporte a cartão micro SD de até 2TB) e tela QHD de 5,5 polegadas.

Há pequenas diferenças também na câmera principal dos aparelhos. Enquanto o Moto Z Force conta com sensor de 21 MP, a versão mais simples vem com sensor de 13 MP. Os dois aparelhos, no entanto, vêm com estabilização de imagem ótica e autofoco laser, além de uma câmara frontal de 5 MP com flash extra. 

O Moto Z Force também se destaca por ter uma bateria de maior capacidade: 3.500 mAh, contra 2.600 mAh do Moto Z. 

Comparações

Com essas características, os aparelhos concorrem com os melhores modelos de cada marca. Dentro da própria Lenovo/Motorola, ele é um sucessor do Moto X Force, o top de linha de 2015 que tinha como destaque a tela resistente e o processador Snapdragon 810, o melhor do ano passado (veja aqui nosso teste).

Se ele vier mesmo com o Snapdragon 820, como a Lenovo promete, a linha Moto Z será a única no Brasil com esse chip, pois os Galaxy S7 e S7 Edge vieram com o Exynos 8890, um pouco inferior (mas ainda um dos melhores do mercado). Da mesma forma, a LG "rebaixou" no Brasil o seu top, o G5, para a versão SE, com processador pior.

Na câmera, ela é superior em megapixels às do S7 e S7 Edge (16 contra 13), mas como nem apenas de megapixels vive uma boa câmera de celular, o foco laser é um bom diferencial. Outro ponto forte são os 4 GB de memória RAM, que no Brasil estão disponíveis apenas nos Zenfone 2 (Asus) e na linha S7.

Os acessórios extras são algo que começou na linha G5 da LG, em fevereiro. Mas apesar da aposta das fabricantes, ainda é incerto se farão sucesso comercial. Alguns acessórios do G5 SE vieram ao Brasil com preços bastante altos.

* O jornalista viajou a convite da Motorola.

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