Por R$ 4.299, Galaxy Note 7 "lê o olho" para destravar tela; veja novidades

Larissa Leiros Baroni

Do UOL, no Rio de Janeiro

Com a potência cada vez mais próxima a de um computador, o Samsung Galaxy Note 7 traz como uma de suas maiores novidades a tecnologia de reconhecimento de íris. A venda mundial do telefone será em 19 de agosto --no Brasil, a pré-venda começa no dia 22 de agosto, com preço sugerido de R$ 4.299. Na primeira quinzena de setembro o celular já estará nas lojas. 

O preço é o mesmo da versão de 16 GB do iPhone 6S, mas bem mais caro que o Galaxy S7, que já pode ser encontrado no mercado brasileiro por R$ 2.599. As especificações do Note 7 também ficaram bem similares às do S7 Edge e do iPhone S6 Plus (ver abaixo).

Sendo assim, a compra vale mais para consumidores Android com dinheiro sobrando e que gostam da caneta stylus da linha, a S Pen, e ficaram atraídos pelo recurso de reconhecimento da íris. "O Note nasceu com o foco em produtividade, mas com o crescimento das telas grandes, também passou a ser focado nas atividades do dia a dia", definiu Renato Citrini, gerente de dispositivos móveis da empresa no Brasil.

O aparelho é desbloqueado ao ler a íris dos olhos do usuário com um raio infravermelho. A tecnologia só funciona se o aparelho estiver a uma distância de 25 a 30 centímetros do rosto. Isso funciona mesmo no escuro e com o uso de óculos; só não funciona com lentes coloridas e óculos reflexivos, diz a marca.

O uso de leitor de íris pode ser usado em outras aplicações, como segurança. A Samsung já está conversando com seis a oito bancos --nenhum do Brasil até agora-- para usar o scanner de íris no reconhecimento de usuários. "É uma tecnologia 200% mais segura que o leitor de impressão", afirma Citrini.

A Samsung não foi pioneira nisso --aparelhos lançados no oriente, como ZTE Grand S3 e Fujitsu NX F-04G, além do Microsoft Lumia 950, trouxeram leitor de íris antes. Mas o peso da marca sul-coreana poderá empurrar de vez a tendência.

O leitor também irá ajudar em uma maior segurança para acessar dados privados do usuário. Foi incluída ainda uma pasta segura, que possibilita o armazenamento de conteúdos que mereçam uma proteção extra, como o número de cartão de crédito. "Você empresta seu celular para amigos lerem um texto, verem fotos, mas isso não quer dizer que você queira que eles leiam suas mensagens de texto", disse o o vice-presidente de produtos, Justin Denison, durante o lançamento do Note 7, que ocorreu simultaneamente em Nova York, Londres e no Rio de Janeiro, nesta terça-feira (2).

Vale lembrar que ele também manteve a tecnologia de reconhecimento de impressões digitais no botão home, presente no modelo anterior, o Note 5, e nos Galaxy S6 e S7, normal e Edge.

Veja as especificações

Divulgação

A tela, que sempre foi um dos chamarizes de venda do Note, continua grande e bem definida: iluminação Super AMOLED de resolução Quad HD (2560 x 1440 pixels), além de proteção contra submersão a 1,5 metro, por 30 minutos e com o material Gorilla Glass, com vidro curvo nas laterais (similar ao Galaxy S7 Edge) e resistente a quedas. O tamanho da tela é de 5,7 polegadas, igual à do Note 5.

A ponta da S Pen foi reduzida de 1,6 para 0,7 milímetros, para, segundo a Samsung, se assemelhar cada vez mais ao uso de uma caneta convencional. Ela agora facilita a escolha de palavras no texto que podem ser traduzidas. O Note 7 é o primeiro da linha a tirar a entrada Micro USB e passa a usar o novo conector USB Type-C, de conexão de dados mais veloz e de entrada simétrica (tanto faz o lado em que você liga o cabo).

A entrada para fone de ouvido permaneceu no Note 7, o que rendeu uma piadinha na apresentação. "Sabe com o que ele vem mais? Uma entrada para fone (risos). Só estou dizendo", disse Denison. Isso porque a Lenovo tirou o recurso no seu Moto Z e a Apple poderá fazer o mesmo no iPhone 7.

As demais especificações do Note 7 são altas, mantendo o aparelho como um dos mais avançados do mercado: processador Snapdragon 820 quad-core ou o Exynos 8893 octa-core, dependendo do país lançado; o aparelho virá com este último para o Brasil.

O Note 7 traz ainda ainda com 4 GB de memória RAM e bateria de 3.500 mAh (com carregador sem fio). O armazenamento interno impressiona, com 64 GB, com memória é expansível via cartão de memória até 256 GB --recurso que tinha sido extinto na versão anterior. 

Mas não há muita superação de marcas aqui: já foram anunciados modelos da Asus com até 6 GB de RAM e o Moto X Force de 2015 já trazia bateria de 3.760 mAh.

A Samsung migrou a tecnologia Dual Pixel do Galaxy S7 --lançado no início do ano-- para o Note 7. O recurso na câmera principal, aliada a maior abertura do sensor (F 1.7), passa a ser 56% mais sensível à luz do que a do S6. Mas apesar da inovação, o sensor reduziu de 16 MP (do Note 5) para 12 MP. A câmera continua filmando com a alta resolução 4K. Possui ainda HDR --tecnologia que melhora o contraste da imagem-- para fotos e vídeos. Já a câmera frontal manteve os 5 MP. Vale lembrar que os megapixels não estão relacionados diretamente à qualidade das fotos.

O Note 7 já vem com o Android 6.0 de fábrica mas com a tradicional interface da Samsung, a Touch Wiz que traz recursos que se aproveitam da tela curva nas laterais do aparelho, como inclusão de atalhos para apps.

Na comparação de especificações, o Note 7 praticamente virou um Galaxy S7 Edge com tela um pouco maior --e caneta stylus-- e tem como rival direto o iPhone 6S Plus. O aparelho da Apple perde para o da Samsung em alguns quesitos: tem só 2 GB de RAM e 2.750 mAh de bateria. E praticamente empata em outros --câmera de 12 MP, tela de 5,5 polegadas.

Divulgação

Histórico

O primeiro Galaxy Note foi lançado em 2011, mas só chegou ao Brasil no início de 2012. Surpreendeu pelo tamanho da tela de 5,3 polegadas, menor que um tablet, mas bem maior que as habituais quatro polegadas de um smartphone tradicional da época. Ele é a linha top da Samsung voltada para o mercado empresarial.

Foi o primeiro celular com tela HD Super AMOLED e o primeiro Android com recursos de uma caneta digital, que, na época, foi satirizada por Steve Jobs, diretor-fundador da Apple.

A Samsung mandou a ordem natural às favas e "pulou" o número 6 para nomear seu novo celular. A explicação foi dada há algumas semanas pela própria empresa em um comunicado: "O Note 7 irá complementar o Galaxy S7 e S7 Edge para unificar nosso portfólio. Em segundo lugar, irá minimizar a confusão sobre a mais recente tecnologia móvel da Samsung, proporcionando um alinhamento com a linha Galaxy S".

Trocando em miúdos: a empresa não queria que seu top de linha mais novo tivesse um numeral inferior aos seus outros aparelhos "flagship", os citados S7 e S7 Edge, para não dar a impressão de ser "ultrapassado" para os leigos. Além disso, a sua maior rival, a Apple, está perto de lançar outro celular com o "7" no nome, o iPhone 7, e a sul-coreana não queria ficar para trás nessa guerra de nomes.

* A jornalista viajou a convite da Samsung

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