De olho na segurança

Twitter espalha vírus com post patrocinado que promete Snapchat no PC

Do UOL, em São Paulo

  • Reprodução

Cuidado! Uma falsa promessa de aplicativo que levaria o Snapchat ao desktop circula pelo Twitter com um script malicioso.

O pior de tudo é que o vírus tem se propagado a partir de um tuíte patrocinado --ou seja, aquele que o autor paga à rede social para alcançar o maior número de usuários.

Para forçar o internauta a instalar o arquivo malicioso, o post o induz a acreditar que se trata do download do aplicativo. E, em menos de 5 horas da postagem, já tinha alcançado 17 retuítes, 126 curtidas e diversas respostas reportando o vírus. Mas, por volta das 19h25, o post e a conta de origem tinham sido suspensos.

A publicação --realizada nesta quarta-feira (3), às 13h12-- foi feita por @ThiagoMaciel99, que tem conta no Twitter desde outubro de 2013. Seu último post na rede social tinha sido em 18 de maio. Não se sabe, no entanto, se o usuário realmente foi o autor do tuíte ou se a sua conta teria sido hackeada especificamente para a propagação do vírus. 

O Twitter informou não comentar casos específicos, mas, por meio de nota, disse "não permitir que usuários publiquem links para conteúdos maliciosos a fim de danificar ou prejudicar o navegador ou computador de outra pessoa ou comprometer a sua privacidade". Também disse tomar as medidas apropriadas, que incluem a suspensão temporária ou permanente de contas, diante de conteúdos que violam suas regras.

Prejuízos podem ser grandes

A pedido do UOL Tecnologia a empresa de segurança digital PSafe avaliou o post e identificou a existência de um Trojan bancário. "Ao instalar o programa sugerido, o usuário, sem saber, acaba dando ao cybercriminoso o poder de administrador do dispositivo. O que o facilita atingir o seu objetivo, que nada mais é roubas senhas e dar a eles o acesso a dados bancários", explica Marco DeMello , CEO da PSafe.

As vítimas podem ter prejuízos financeiros "catastróficos", segundo DeMello, que acrescentou ainda ser cedo para prever a quantidade de pessoas que caíram no golpe. "Um golpe que alcança um nível de sofisticação que varia de 8 a 10 (em uma escala de 1 a 10)."

Como alerta o CEO da Psafe, usuários comuns não teriam o conhecimento suficiente para desconfiar tecnicamente de que se tratava de algo suspeito, nem mesmo pela URL usada pelo cybercriminoso. "Nesses casos, vale a dica dos avôs:  se algo parece ser muito bom, desconfie. Até porque, se o Snapchat realmente tivesse lançado uma versão web, a notícia já estaria em todos os veículos."

DeMello também recomenda o uso de antivírus nos dispositivos, que possivelmente alertariam os usuários sobre o programa malicioso antes mesmo de sua instalação.

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