Equilíbrio

Quanto tempo você demora para pegar no celular quando está sozinho?

Do UOL, em São Paulo

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    Pesquisa mostrou nível de ansiedade dos

    Pesquisa mostrou nível de ansiedade dos

Você está na fila do banco ou em uma mesa de espera para entrar em um restaurante. Quanto tempo você imagina levar até se entediar e ver as atualizações do Facebook em seu celular?

Um experimento realizado pelas Universidades de Würzburg (Alemanha) e Nottingham Trent (Inglaterra), a pedido da empresa de segurança Kaspersky, mostra o quanto a humanidade está viciada em tecnologia móvel. Participantes deixados sozinhos em uma sala de espera levaram, em média, apenas 44 segundos para acionar seus smartphones.

As mulheres que participaram da pesquisa também poderão se gabar de serem mais resistentes --ou menos ansiosas, talvez. Enquanto elas levaram 57 segundos, os homens levaram quase um terço desse tempo: apenas 21 segundos. 

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No teste, os pesquisadores simularam uma sala de espera. Depois de dez minutos, perguntaram aos participantes quanto tempo eles teriam demorado para acessar seus smartphones ao chegar no local. A maioria respondeu "entre dois e três minutos", o que significa uma grande diferença entre a percepção temporal e o tempo real em que eles executaram o acesso.

Além disso, dos dez minutos de espera, os participantes usaram seus smartphones por cinco minutos em média. Uma pesquisa anterior da Kaspersky mostrou que os dispositivos móveis se tornaram uma extensão dos cérebros nos últimos anos. A maioria dos participantes, por exemplo, não conseguia lembrar do número de telefone de seu parceiro atual, mas foi capaz de dizer o número de sua antiga casa.

"O experimento sugere que as pessoas são muito mais apegadas a seus dispositivos inteligentes do que percebem, e se tornou quase instintivo recorrer a eles quando estão a sós. Nós não ficamos mais apenas esperando. A proximidade com as informações disponíveis nos smartphones faz deles muito mais do que simples aparelhos e os coloca na posição de companhia digital", comentou Jens Binder, da Universidade de Nottingham Trent.

Outras pesquisas realizadas pelas universidades sugerem que essa compulsão poderia ser um resultado do fenômeno chamado de receio de deixar passar algo (FOMO, ou Fear of Missing Out) quando não se está online. Em um estudo paralelo, os participantes que usaram seus celulares mais intensamente admitiram nível mais alto de FOMO.

O estudo também mostrou que, ao utilizar smartphones com mais intensidade, mais estressadas as pessoas se tornam. Entretanto, quando perguntado aos participantes sobre seu nível geral de satisfação, não houve diferença significativa entre os que utilizam moderadamente e os mais assíduos. Ou seja, o estresse causado pelo uso de smartphones não pareceu afetar significativamente o bem-estar geral do usuário.


 

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