Celular que explodiu na mão de menino era outro modelo da Samsung, diz mãe

Do UOL, em São Paulo

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    Repórter da NBC segura Galaxy Core, que explodiu em mão de menino; à direita, foto de divulgação do modelo

    Repórter da NBC segura Galaxy Core, que explodiu em mão de menino; à direita, foto de divulgação do modelo

A mãe do menino Kadim Lewis, 6, que teve queimaduras na mão após a explosão, no último sábado (10), de um celular da Samsung, contou em entrevista à rede de televisão norte-americana NBC que o modelo usado pela criança era o Galaxy Core. A avó de Kadim, Linda Lewis, havia dito ao jornal "New York Post" que era um Note 7, modelo de smartphone da empresa sul-coreana envolto em vários casos de explosões desde o início de setembro e que já é motivo de recall.

Marsha, que mora no bairro novaiorquino do Brooklyn (EUA), disse que, após a explosão, o telefone caiu no chão, queimou-se e encheu o quarto de fumaça. O alarme de incêndio da casa chegou a disparar.

A Samsung informou em um comunicado que entrou em contato com a família Lewis "para saber mais sobre a sua situação", informação que foi confirmada por Marsha. Ela disse que não falou com a empresa, porque não estava em casa no momento do contato.

No sábado, a empresa pediu que as pessoas deixem de usar o Galaxy Note 7.

"Aconselhamos aos consumidores sul-coreanos que utilizam o aparelho que sigam até o ponto do serviço pós-venda mais próximo para tomar as medidas necessárias", afirmou a empresa em seu site.

A advertência foi anunciada um dia depois da Comissão de Segurança de Produtos do Consumidor (CPSC) dos Estados Unidos ter solicitado aos proprietários dos smartphones que desligassem e interrompessem o uso.

No início de setembro, a Samsung emitiu comunicado confirmando o recall dos aparelhos e explicando que uma falha na bateria seria a causa das explosões. A venda do Note 7 no Brasil também foi adiada e não há nova data de lançamento prevista.

O site de notícias "Bloomberg" diz ter tido acesso a um relatório ainda não publicado da Samsung que diz o possível motivo do problema: a pressão colocada nas placas da bateria em seu processo de fabricação estaria colocando os pólos positivo e negativo em contato, gerando assim excessivo calor. Entretanto, a Samsung enfatiza no relatório que o problema ainda requer uma análise mais profunda para determinar a "causa exata".

Os incidentes do Note 7

O número de incidentes envolvendo explosões do Galaxy Note 7 aumentou nos últimos dias. Alguns casos recentes com incêndios causados pelo aparelho aconteceram nos EUA. Em Horry County, Carolina do Sul, o bombeiro Wesley Hartzog colocou um Note 7 para carregar dentro da garagem. Ele saiu de casa e quando voltou, encontrou a garagem em chamas. Em outro caso, um jipe pegou fogo em St. Petersburg, Flórida por causa do smartphone.

A companhia aérea australiana Qantas já proíbe que o smartphone seja carregado no avião, e a FAA (Administração Federal de Aviação dos EUA, similar à Agência Nacional de Aviação Civil no Brasil) aconselha os passageiros a não ligar nem carregar esses dispositivos a bordo de aeronaves, e não os colocar em bagagens despachadas.

Solução temporária

De acordo com o jornal sul-coreano "Seoul Shinmun", a Samsung planeja emitir uma atualização de software para o Galaxy Note 7 que irá impedi-los de superaquecer, limitando a recarga de bateria a até 60 por cento.

"É uma medida para colocar a segurança do consumidor em primeiro lugar, mas nós pedimos desculpas por causar inconveniência," disse o anúncio da Samsung para o jornal.

A atualização para usuários sul-coreanos vai começar em 20 de setembro. Não ficou claro quando a atualização poderá ocorrer para usuários no restante do mundo, ou se os aparelhos serão forçados a atualizar, independentemente do consentimento do usuário.

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