Google chega tarde à cena lotada de assistentes digitais com IA

Alistair Barr

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O Google lançou seu assistente digital pela primeira vez, chegando tarde à corrida cada vez mais intensa entre as maiores empresas de tecnologia para criar um modo mais pessoal e lucrativo de interação entre computadores e seres humanos.

O Google Assistant utiliza ferramentas de inteligência artificial, como reconhecimento de voz e processamento de linguagem natural, para responder a perguntas e atender a outros pedidos feitos verbalmente ou por meio de outros formatos, como mensagens de texto.

A primeira edição é um amigo digital dentro do novo aplicativo de mensagens do Google, o Allo, revelado pela unidade da Alphabet nesta quarta-feira (21). O assistente também estará presente no Google Home, o alto-falante conectado à internet que deverá ser lançado no próximo mês, nos novos smartphones Android e em carros e relógios fabricados por outras empresas, disse Nick Fox, executivo do Google.

"Este é um esforço significativo de todo o Google e reúne muitas equipes", disse Fox em uma entrevista em São Francisco. "É uma camada que percorre toda a empresa -- um vínculo que conecta nossos serviços e nossa tecnologia já existentes".

O Google está se adaptando a um novo mundo onde as pessoas interagem mais frequentemente com smartphones e outros aparelhos e dispositivos conectados à internet do que com os computadores e falam cada vez mais com esses aparelhos menores em vez de digitar os comandos. Centenas de funcionários do Google estão trabalhando no Assistant, de acordo com uma pessoa familiarizada com a equipe, e esta é uma das maiores apostas do CEO Sundar Pichai desde que ele assumiu o controle do Google no ano passado, quando sucedeu Larry Page, um dos fundadores da empresa.

O Google prosperou na era dos computadores pessoais com a criação do motor de busca que se tornou o principal ponto de acesso à informação na internet. Propagandas relevantes e bilhões de dólares em lucros vieram na esteira. A revolução da tecnologia móvel ofereceu oportunidades para que rivais desafiassem essa posição. O assistente digital da Amazon, Alexa, foi implementado em 2014 e já está recebendo ordens verbais e outros pedidos de milhões de usuários do aparelho Echo. Siri, da Apple, lançado em 2011, interage bilhões de vezes por ano com pessoas que falam com seu iPhone. A Microsoft adicionou o assistente digital Cortana ao Windows, e o Messenger, aplicativo de mensagens do Facebook, está criando um agrupamento digital para os assistentes digitais movidos por inteligência artificial.

"Esta é uma nova porta de entrada para a internet, para a publicidade e para o comércio eletrônico, então, com o tempo, a participação nesse mercado valerá trilhões de dólares para o Google e seus concorrentes", disse Oren Etzioni, diretor do Allen Institute for Artificial Intelligence. "O Google pode gostar de sua posição dominante nas plataformas atuais, mas terá que se adaptar".

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