WhatsApp

UE determina que Facebook pare de usar dados do WhatsApp

Gaspard Sebag e Stephanie Bodoni

  • Justin Sullivan/Getty Images/AFP

O órgão da União Europeia responsável pela proteção da privacidade afirmou que o Facebook deve parar de processar dados de usuários de seu serviço de mensagens WhatsApp enquanto a autoridade investiga as modificações da política de privacidade que a empresa anunciou em agosto.

O grupo de trabalho do artigo 29, constituído por representantes de proteção da privacidade da UE, formada por 28 países, informou ao Facebook que tem "sérias preocupações" com o compartilhamento de dados dos usuários do WhatsApp com fins que não estavam incluídos nas condições do serviço e na política de privacidade quando os usuários existentes se inscreveram no serviço, de acordo com um comunicado enviado por e-mail na sexta-feira.

Os órgãos europeus que regulam a privacidade não se intimidam em atacar grandes empresas de tecnologia dos EUA, como comprovaram investigações anteriores sobre Facebook, Google (que pertence à Alphabet) e Microsoft. Mas sua capacidade de multá-las ainda não é punitiva, o que vai mudar com as novas leis da UE que entrarão em vigor em todo o bloco em 2018, que incluem a possibilidade de aplicar punições de até 4% das vendas mundiais anuais de uma empresa.

"Estamos trabalhando com as autoridades de proteção de dados para responder a suas perguntas", informou o WhatsApp em um comunicado enviado por e-mail. "Tivemos conversas construtivas, inclusive antes de nossa atualização, e continuamos comprometidos a cumprir as leis aplicáveis."

Em outra decisão, o painel da UE informou que o Yahoo deve avisar a todos os usuários afetados sobre os efeitos adversos do hackeamento de contas em 2014 por criminosos cibernéticos.

O grupo de trabalho do artigo 29 também afirmou que está preocupado com a suposta análise dos e-mails recebidos pelos clientes do Yahoo para fins de inteligência dos EUA a pedido de agências do país e solicitou que a empresa forneça informações sobre os fundamentos jurídicos e a compatibilidade com a legislação da UE de qualquer atividade desse tipo.

Representantes do Yahoo não responderam imediatamente a um pedido de comentário.

O órgão que regula a privacidade discutirá ambos os assuntos na primeira reunião de seu subgrupo em novembro.

Receba notícias pelo Facebook Messenger

Quer receber as principais notícias do dia de graça pelo Facebook Messenger? Clique aqui e siga as instruções.

Veja também

UOL Cursos Online

Todos os cursos