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LG G5 SE: um celular modular com preço de top e configurações pobres

Larissa Leiros Baroni

Do UOL, em São Paulo

O LG G5 tinha tudo para ser o smartphone do ano, mas que perdeu o brilho de seu lançamento mundial logo quando chegou ao Brasil em uma versão capada. Não há dúvida que chama atenção por ser o primeiro aparelho modular do país --que possibilita a adição de recursos ao celular--, mas as suas especificações acabam deixando a desejar quando comparadas a outros tops de linha como o S7 (Samsung) e o iPhone 6S (Apple). Não se engane, porém, que o seu preço não é muito diferente dos concorrentes.

O top de linha da LG de 5,3 polegadas pode ser encontrado nas lojas varejistas por a partir de R$ 2.088. Apenas R$ 200 a menos do que o aparelho da Samsung, que pode ser comprado por a partir de R$ 2.298. Já o top de linha da Apple chega a custar cerca de R$ 2.463. Diferenças muito pequenas perto da desproporção apresentada pelo G5 SE. Mas esse é o preço que se paga por ele ser modular.

O modelo vendido no Brasil conta com especificações mais modestas do que o lançado no exterior. Em vez do Snapdragon 820, vem integrado como o processador Snapdragon 652, que é menos potente e ágil. Também é inferior no quesito memória RAM, que passa a ser de 3 GB, em vez de 4 GB.

Não quer dizer, no entanto, que as especificações do G5 SE sejam ruins. Não é isso. Nos testes, o aparelho da LG não apresentou engasgos nem mesmo lentidões ao trabalhar simultaneamente com diversos apps ou a rodar vídeos e games mais pesados. Ainda assim --pelo preço-- esperava-se mais dele. 

Divulgação

O modular justifica?

O grande diferencial do LG G5 SE está no conceito modular. Ao contrário do antecessor G4, que a bateria era removida a partir da tampa traseira, o aparelho possibilita a remoção do acessório pela parte inferior do aparelho para o encaixe de recursos extras. Pena que esses recursos ainda são bem limitados e também atrelados a um custo extra --que não é nada barato.

Para quem gosta de música, é possível adicionar ao aparelho o módulo Hi-Fi Plus, que ao substituir o áudio padrão por um Bang & Olufsen melhora a qualidade do som. Uma melhora que para leigos pode não fazer tanta diferença e, talvez, não justifique o investimento de nada mais nada menos do que R$ 1.299.

Outra opção é o LG Cam Plus, que pode transformar o aparelho em uma câmera digital e possibilita o maior controle sobre os cliques --botões exclusivos para zoom e troca de câmera. Algo que é totalmente dispensável e que custa R$ 649. Mas a grande vantagem desse módulo é a bateria extra de 1.200 mAh, que é mais do que útil para uma aparelho que mesmo em uso moderado não chega ao final do dia com carga.

Isso porque o LG G5 SE conta com uma bateria de 2.700 mAh, inferior a do S7 de 3.000 mAh, por exemplo. Mas conta com a vantagem de vir integrado a um carregador turbo, que permite o carregamento total em um pouco mais de uma hora. Só é preciso andar com o cabo para cima e para baixo, já que o modelo USB-C [apesar de ser tendência] está longe de ser comum entre os aparelhos vendidos no Brasil.

Uma preocupação em relação aos módulos é se eles serão ou não adaptáveis às próximas gerações da linha premium da LG. Já pensou o usuário fazer o investimento --que não é barato-- para ser adaptado apenas ao LG G5? Também sentimos falta do lançamento de módulos mais acessíveis financeiramente e mais úteis. Será que a LG vai desistir desse conceito?

Câmera dupla 
Larissa Leiros Baroni/UOL
Comparativo de fotos tiradas com a câmera dupla do LG G5 SE: a primeira usando o sensor de 8 MP com lente grande angular e outra com o sensor de 16 MP com lente padrão

A LG também se mostrou pioneira no lançamento de um aparelho com câmera dupla --algo que parece ser uma aposta das fabricantes, como ficou provado no lançamento do iPhone 7 Plus. O recurso é bastante bacana para quem quer tirar fotos com um ângulo de visão maior.

São dois sensores traseiros: um de 16 MP com lente padrão e outro de 8 MP com lente grande angular. A qualidade das imagens é bem razoável em ambientes com boa iluminação, mas deixa a desejar na ausência de luz com o excesso de granulações e a falta de nitidez não apenas nos detalhes das fotos.

A câmera frontal de 8 MP faz selfies dentro do padrão dos aparelhos tops de linha. A diferença é que o aparelho da LG não conta com o flash artificial --já adotado pela Samsung e pelo Apple--, que usa a iluminação da tela para iluminar os autorretratos. O recurso está longe de ter a eficiência de um flash, mas é melhor do que nada. Portanto, tirar fotos em ambientes escuros é quase uma missão impossível com o LG G5 SE. 

Vale a pena?

O LG G5 não é um celular ruim, mas é um pouco inferior aos aparelhos de sua faixa de preço. Além do mais, o elegante design --acabamento de metal e vidro-- e seu conceito modular --que ainda está muito aquém de suas possibilidades-- talvez não justifiquem a sua compra.

Direto ao ponto: LG G5 SE

  • Tela: QHD (2560 x 1440) de 5,3 polegadas
  • Sistema Operacional: Android 6.0 (Marshmallow)
  • Processador: Qualcomm Snapdragon 652 (octacore de 1.8GHz)
  • Memória:  32 GB armazenamento interno e 3GB de RAM
  • Câmeras: 16 MP (principal), 8 MP (principal) e 8 MP (frontal) 
  • Dimensões e peso: 14,9 x 7,3 x 0,7cm e 156g
  • Preço sugerido pela LG: R$ 2.799 
  • Pontos positivos: carregador rápido, lente grande angular e design 
  • Pontos negativos: bateria abaixo da média, custo-benefício e desempenho
     

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