Reinaldo Canato/UOL

UOL Testa: Celulares

Qual é a melhor opção para ligar sua TV à internet?

Márcio Padrão

Do UOL, em São Paulo

Você pode não saber o que significa streaming, mas é a forma como consumimos conteúdo multimídia na internet. Quando você clica no "play" de vídeos no seu celular ou no navegador, acontece a transmissão de dados, que é temporária e fica disponível enquanto você assiste, ou seja, o arquivo não ficará salvo no seu computador. Hoje são muitas as opções: YouTube e UOL Mais, para vídeos, Netflix, HBO Now, Vivo Now, para filmes, Spotify, Deezer e Apple Music, para músicas, por exemplo.

Com os serviços de streaming cada vez mais acessíveis, surgem produtos que te ajudam a desfrutar desse tipo de conteúdo na sua sala de estar. O mais completo hoje é a smarTV, uma televisão que te permite acessar a internet e ter acesso aos aplicativos.

Mas se você não tem uma smarTV, dá para deixar sua TV normal mais "esperta". No Brasil, existem a Apple TV, o Chromecast, do Google, e o Wireless Display Adapter, da Microsoft.

É importante explicar que esses aparelhos funcionam de formas bem diferentes entre si. 

Divulgação
Com a Apple TV é possível acessar todo o conteúdo do iTunes

Apple TV

Funciona como um centro de streaming. Com o aparelho, você consegue acessar facilmente os apps disponíveis na iTunes Store. Parece um equipamento de TV por assinatura, mas em vez de navegar por canais pagos, você acessa todo o conteúdo audiovisual disponível na loja de aplicativos da Apple. Ou seja, você pode tanto assistir a filmes da Netflix ou alugar algum título do Movies, quanto aproveitar games, ouvir músicas ou acessar suas fotos no iCloud.

Vem com um controle remoto e pode ser acessada também pelo celular.

Outro recurso é o AirPlay, que reproduz remotamente na sua TV tudo o que estiver no iPad, iPhone, iPod touch ou Mac. Com isso, dá para ver sites e apresentações na sua televisão. 

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Chromecast espalha o conteúdo do celular na televisão

Chromecast

É um aparelho que espelha os dispositivos móveis (celulares e tablets) na sua TV. Ele faz isso de duas formas. A mais comum é clicar em um botão dentro dos app compatível (como Netflix e YouTube, por exemplo) e o filme que você está vendo passa a ser transmitido na televisão do seu quarto.

Usando esse tal botão dentro do app --que surge após a instalação do app Google Home no celular-- o Chromecast adapta alguns aplicativos, como Netflix, YouTube e Spotify, para uma interface de tela grande.

A outra forma de exibir é a seguinte: em aparelhos que usam o sistema Android, dá para espelhar tudo o que acontece na tela do celular para a TV em tempo real. Se você virar o celular na horizontal, por exemplo, esse movimento se repetirá no espelhamento na TV. O porém desse formato é que pode causar momentos de meio segundo de atraso.

 

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Microsoft Wireless Display Adapter é voltado para o mercado corporativo

Wireless Display Adapter

É o mais simples dos três aparelhos. Sua única função é espelhar a tela do celular ou tablet para a televisão. Como no Chromecast, você clica em um aplicativo de vídeo ou filme e passa a assisti-lo na TV. O problema com isso é que seu celular ou PC vai ter que ficar com a tela sempre acesa, gastando bateria.

A Microsoft, no entanto, diz que o Adapter foi feito para ser usado no meio corporativo, isto é, mais para exibição de conteúdo em reuniões profissionais, por exemplo planilhas e slides, mas também funciona para quem quer ver filmes em casa. 

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Apple TV em funcionamento: na tela principal, acesso a músicas, filmes, vídeos e apps

Qual eu compro?

A Apple TV é bem completa, por oferecer acesso a todo o conteúdo do iTunes e ao AirPlay, ter um controle bacana e não depender do celular, nem da conexão dele. Tudo o que você precisa para se divertir está ali, conectado na sua rede de Wi-Fi. Mas tem um grande ponto negativo: é bem cara. Atualmente na quarta geração, custa R$ 1.339.

Dos três testados, é o aparelho mais fácil de usar depois de instalado, principalmente se o usuário estiver acostumado a ter um controle como o da TV a cabo. Você muda o canal da TV para HDMI, onde o aparelho está transmitindo, e depois usar o controle remoto da Apple TV para ligá-la e navegar entre os apps, como em uma interface de smarTV mesmo. Aliás, o controle remoto é bem legal, com direito a uma superfície touch.

A configuração, porém, é chata, especialmente para quem não é usuário da Apple. Passa por várias etapas: idioma, localização, conexão ao Wi-Fi e conta do iTunes. Você vai precisar de uma Apple ID, que quem é usuário da marca já costuma ter -- outras usuários também podem criar uma no site da Apple.

Já no Chromecast, a instalação é rápida. Você pluga o pequeno e discreto aparelhinho na porta HDMI da TV e baixa o app Google Home no celular (Android ou iOS). Com o celular conectado no Wi-Fi, ele faz uma configuração quase automática e você já está pronto para assistir o conteúdo da tela menor na televisão, é só escolher o que vai assistir a partir do seu smatphone.

Enquanto não liga, o Chromecast tem um elegante modo de espera com fotos, além de mostrar hora, data e previsão do tempo. Assim como na AppleTV, alguns jogos são compatíveis, como "Just Dance Now" e "Angry Birds Friends".

A segunda e mais atual geração do Chromecast custa cerca de R$ 300 no Brasil, ou seja, é uma ótima alternativa para quem não pode ou não quer pagar pela Apple TV. Existem ainda uma versão que só transmitem áudio (custa R$ 277) e a versão Ultra, que exibe filmes em resolução 4k, mas que não vende no Brasil.

Uma diferença fundamental aqui é que a Apple TV não apenas transmite streaming, ela tem uma memória interna de 32 GB ou 64 GB para armazenar apps, filmes e músicas. Já o Chromecast não guarda nada: ele apenas é um espelho. Para usá-lo, é preciso clicar toda vez no atalho do Chromecast do celular (e para voltar à TV normal também). Isso é um pequeno incômodo se comparado com o esquema "ligou, funcionou" da Apple TV, mas não chega a atrapalhar. 

Pouco menor que o Chromecast, o Microsoft Wireless Display Adapter pode ser útil para quem busca simplicidade.

Ao plugar a saída HDMI na porta USB da TV, ele espelha tudo que está na tela do celular na tela grande. A desvantagem é que não há nenhum tipo de adaptação dos apps da Netflix e Youtube para o formato maior, como ocorre no Chromecast, por isso funciona bem no setor corporativo, que faz uso de transmissões pontuais e rápidas. 

A configuração também é simples, o nome do Adapter parece na área de dispositivos do celular (nas configurações do Windows ou Android") e basta clicar nele para que funcione. 

Mas isso é na teoria. Como ele usa a específica tecnologia Miracast, que cria um tipo de conexão sem fio de ponto a ponto (isto é, que existirá apenas entre o celular e o Adapter), ele só será compatível com PCs e celulares que a têm. Nos nossos testes, funcionou em um notebook com Windows 10 e no celular Galaxy S7, da Samsung. Mas não deu certo em outro notebook com Windows 8 e um smartphone Moto G4 Plus. 

O Adapter é mais caro que o Chromecast (R$ 349). No Brasil, sua venda está restrita a uma loja, a Ponto Frio. Se fosse mais barato, mais fácil de achar e compatível a mais dispositivos, seria um rival poderoso aos outros dois, mas como está, ficará restrito ao nicho corporativo.

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