iPhone nasceu do ódio de Jobs por um cara da Microsoft, diz ex-funcionário

Do UOL, em São Paulo

  • AP

    Steve Jobs, cofundador da Apple, apresenta o Apple iPhone em 2007

    Steve Jobs, cofundador da Apple, apresenta o Apple iPhone em 2007

O iPhone nasceu por causa do ódio de Steve Jobs por um executivo da Microsoft que se gabava que tablets com canetas stylus seriam o futuro da computação. Pelo menos é essa a versão de Scott Forstall, ex-funcionário da Apple que participou da criação do revolucionário smartphone.

A revelação ocorreu em uma entrevista ao Computer History Museum, dedicado à história da computação na Califórnia. O vídeo da entrevista foi publicado na página do Facebook do museu nesta quarta-feira (21).

Forstall, ex-chefe do sistema iOS da Apple, disse que na verdade a Apple já trabalhava no projeto de um tablet, que viria a ser o futuro iPad. Mas os planos mudaram por causa desse executivo na Microsoft, que não teve seu nome revelado.

Beck Diafenbach/Reuters
Scott Forstall, que era vice-presidente de software da Apple, durante apresentação em imagem de 2011. O executivo deixou a empresa em outubro de 2012.

"Começou porque Steve odiava esse cara na Microsoft. Toda vez que Steve tinha alguma interação com o cara, ele voltava irritado", disse. O sujeito sem nome aparentemente era o marido de uma amiga da esposa de Jobs, Laurene Powell Jobs, e vivia se gabando dos planos da Microsoft para tablets e canetas que reagem a telas touch.

É sabido que Steve Jobs odiava canetas stylus. "Você não usa uma caneta ... nós nascemos com 10 stylus", dizia ele, referindo-se a dedos humanos. No entanto, quatro anos após a morte de Jobs, em 2011, a Apple anunciou em 2015 sua própria stylus, a Apple Pencil, voltada para profissionais.

Forstall recordou ainda de uma ocasião em que Jobs disse a ele: "Você acha que poderia pegar esse projeto que estamos fazendo para o tablet e com multitoque e encolhê-lo para algo pequeno o suficiente para caber no seu bolso?"

Conforme lembrou o jornal britânico "The Guardian", o episódio já havia sido relatado na biografia de Jobs escrita por Walter Isaacson. Em resposta às provocações da empresa rival, ele teria dito: "Foda-se, vamos mostrar o que um tablet pode realmente ser".

Essa história de bastidor surge no ano do décimo aniversário do primeiro iPhone, que em 2007 se tornou parâmetro para o mercado de telefones, com todos aderindo às telas capacitivas, e foi fundamental na popularização da internet móvel.

O próximo iPhone deve surgir no segundo semestre deste ano --e os rumores já começaram.

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