Melhor que o Facebook? Lembre como era o Orkut, a rede social dos anos 2000

Do UOL, em São Paulo

  • Montagem/UOL

    Orkut era ponto de passagem obrigatório para quem navegava pela Internet nos anos 2000

    Orkut era ponto de passagem obrigatório para quem navegava pela Internet nos anos 2000

Caso existisse hoje, o Orkut seria um adolescente de 13 anos. Febre no Brasil durante os anos 2000, ele foi a tentativa do Google de criar uma rede social - sim, sabemos que o Google Plus está aí até hoje -, mas acabou extinto em setembro de 2014.

Algumas funções, porém, permanecem na memória de quem usa esse tipo de site e acabaram migrando, ainda que de forma adaptada, para o Facebook. Outras, entretanto, viraram meras recordações.

Vejamos, por exemplo, a imagem abaixo, que sintetiza muito do que se via na rede.

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As principais informações do usuário ficavam ali, disponíveis para todos. Desde, claro, que se aceitasse algo que faria muito stalker de Facebook ter calafrios: a partir do momento que você desejasse ver o perfil alheio, era necessário ativar uma função que sinalizava ao dono do perfil visitado que você esteve por lá. 

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Era vergonhoso, mas muita gente ligava o modo "estou bisbilhotando mesmo, e daí?" e acabava usando a função. Isso, porém, nem sempre foi assim: no início, o Orkut não tinha nenhuma funcionalidade além de permitir trocar scraps e ver fotos. 

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Tinha também uma parada "meio 'Black Mirror'": os usuários da rede costumavam ostentar a quantidade de "gelinhos, carinhas, coraçõezinhos e estrelinhas" que eles tinham. Basicamente, as pessoas te avaliavam em quesitos como "charme" e "carisma". A estrelinha, por sua vez, era para quem quisesse se declarar seu fã - só sobrou ela, no final.

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Se hoje o Facebook possui uma ferramenta para comunicação dedicada, com o Orkut a coisa funcionava por meio de scraps. Eram recados que acabavam ficando visíveis para todos os amigos - lembram do "só add com scrap"? E, claro, não podemos nos esquecer dos testemunhos: basicamente, um amigo escrevia algo bonitinho sobre você e, mediante autorização, esse textinho (ou textão) brega era exibido para todos que visitassem seu perfil. 

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O problema é que, muitas vezes, esses scraps continham links maliciosos, do tipo "as fotos da festa ficaram ótimas". 

Por outro lado, também havia uma ferramenta dedicada a mensagens privadas. Só não tinha a mesma graça e a caixa acabava se tornando um enorme amontoado de spam.

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E, claro, havia as comunidades, praticamente um mundo paralelo dentro da rede social.

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Além da profusão de gifs animados e imagens com mensagens de autoajuda, o Orkut tinha sua própria ferramenta para animar seus usuários: a "Sorte do Dia". 

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E se você tivesse algum crush, era possível adicionar a pessoa em uma lista especial - você seria avisado caso ela fizesse o mesmo.

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O Orkut também tinha uma seção dedicada a jogos e aplicativos. Um dos que fizeram mais sucesso foi o BuddyPoke, que permitia criar um avatar animado para o seu perfil - em alguns casos, ele também foi usado como ferramenta de marketing.

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Muitas vezes, porém, nada disso acontecia na rede social. Isso porque ela tinha o péssimo hábito de ficar offline e, frequentemente, apresentar essa infame mensagem para os usuários.

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E aí, sentiu saudades?

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