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UOL Testa: Celulares

Celular baratinho da Samsung, J5 Prime acerta no custo-benefício

Márcio Padrão

Do UOL, em São Paulo

Apesar do mercado de celulares apresentar boas opções de modelos que custam até R$ 1.000, para muita gente esse teto ainda é alto. Depois de termos visto nos últimos dois anos uma escassez de smartphones de entrada, que custam até uns R$ 850, as empresas estão voltando a apostar no filão. E o Galaxy J5 Prime é um bom exemplo da Samsung para provar que celular mais barato não precisa ser ruim.

Apesar do preço sugerido deste modelo intermediário ser R$ 999, ele já barateou no varejo e pode ser facilmente encontrado por cerca de R$ 800 em promoções à vista, menos de dois meses após seu lançamento no Brasil. E se você comprar por esse valor, vale a pena por conta do seu conjunto bem acabado para a categoria.

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No papel, as especificações podem decepcionar quem está acostumado com intermediários mais potentes (também chamado de modelos "high"). Comparado a estes últimos, a tela do J5 Prime é menor --5 polegadas, contra as 5,5 polegadas de sempre --, o processador é quad-core --os octa-core são preferíveis -- e o Android está defasado --versão 6.0, enquanto vários modelos deste ano já têm o 7.0.

Mas não se deixe enganar: o J5 Prime nos nossos testes foi muito bem e não pareceu mesmo ser um celular anacrônico. A empresa diz que este modelo, assim como o restante da sua linha J, é voltado para os jovens que só querem ter as funções mais importantes à mão sem muitas firulas, como as redes sociais e apps de música como Spotify e Deezer, em um produto que não seja muito caro.

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Como de praxe na Samsung, o acabamento do corpo é bem feito: apesar de ser em plástico, não parece expor fragilidade. Além disso, é bonito, embora apresente um design na frente já fadado a se aposentar, com o botão físico central (que ainda traz o sensor de digitais), além dos botões Voltar e Multitarefas capacitivos na parte inferior. Vem em três opções de cores na traseira: preto, bege e rosa --essas duas tendem a agradar mais o público feminino.

Sobre a parte sonora, a Samsung poderá decepcionar os adolescentes que curtam sons graves: o áudio é aquele meio sem graça da maioria dos celulares, com o grave praticamente enterrado e volume baixo, tanto no alto-falante quanto no fone de ouvido que vem com o modelo.

Já sobre redes sociais, navegação e afins, isso é tranquilo. Mesmo com o processador quad-core Exynos 7570 (fabricado pela Samsung) o modelo dá conta disso sem grandes travamentos ou sobreaquecimentos, apenas uma espera extra de segundos a mais para abrir os aplicativos mais pesados. No app de banchmark Geekbench 4, alcançou 609 pontos no núcleo simples e 1.812 no multinúcleo, melhor que o Moto E4 Plus (530/1.526) e próximo ao do LG K10 Novo (561/1.894).

As memórias (32 GB de armazenamento, 2 GB de RAM) estão dentro do esperado nessa faixa de preço e cumprem bem os requisitos básicos, bem como o Android 6.0 -- afinal, nem todo mundo se importa em ter o sistema operacional mais recente; se estiver funcionando bem, como acontece aqui, beleza.

Mesmo sem ser potente, o celular roda bem jogos "peso-médio", como "Super Mario Run" ou "Angry Birds 2". E a tela de resolução "apenas" HD não incomoda: é suficientemente iluminada e com cores bem vivas. Além disso, o fato de ser leve e não muito grande é ótimo. O corpo do celular manteve-se enxuto e não resultou em um trambolho para mãos de gigantes, como são os recentes modelos.

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Foto tirada com a câmera traseira do Galaxy J5 Prime

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Foto tirada com a câmera traseira do Galaxy J5 Prime

Também podemos destacar a câmera do J5 Prime, que evidentemente não vai ter uma performance fantástica dos modelos top de linha, mas é bem acima da média do que costumamos ver nos modelos baratos. Além de trazer vários modos --automático, manual (com controle de exposição, ISO e balanço de branco), panorama, HDR, embelezador e outros --, a qualidade final da imagem é relativamente boa, com certa fidelidade de cores e luz. Só vai borrar levemente o objeto da foto em situações mais escuras.

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Foto tirada com a câmera traseira do Galaxy J5 Prime

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Foto tirada com a câmera traseira do Galaxy J5 Prime

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O ponto negativo da câmera é que ela não reage muito bem aos seus comandos: em vários momentos tive que apertar o botão de disparo duas ou três vezes para obter a foto, além do controle de luz ser um pouco difícil de regular também. Desse mesmo mal sofre o fraco sensor de digitais: foram muitas as tentativas de tentar destravar a tela ao encontrar o dedo até conseguir.

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Foto tirada com a câmera frontal do Galaxy J5 Prime

Outro ponto apenas razoável do J5 Prime foi a bateria de 2.400 mAh: em uso moderado com jogos, internet, redes sociais, e-mail e algumas fotos na câmera, ele chegou a cerca de 25 horas de uso. Não é ruim, mas é claro que você vai ter que carregar o modelo no fim do dia se quiser não ser pego desprevenido para o dia seguinte. Uma bateria de 3.000 mAh teria sido mais interessante.

Mas na comparação com a concorrência, como o Moto E4 Plus (Motorola), o A5 LED (Alcatel) e a linha K10 Novo (LG) --todos na faixa dos R$ 700 a R$ 900-- é até impressionante o que a Samsung conseguiu com o J5 Prime. Para um celular que custa um pouco menos que o salário mínimo vigente (R$ 937), ele entrega um aparelho que vai bem não apenas para jovens, mas para o público médio em geral. E vale reforçar que ele não briga com o recém lançado J5 Pro, que traz mais recursos e é mais caro (R$ 1.299).

Ficha técnica: Samsung Galaxy J5 Prime

Tela: 5 polegadas HD (720 p)
Sistema Operacional: Android 6.0.1
Processador: Exynos 7570 quad-core (1,4 GHz)
Memória: 32 GB (microSD de até 256 GB) e 2 GB de RAM
Câmeras: 13 MP (principal) e 5 MP (frontal)
Dimensões e peso: 142,8 x 69,5 x 8,1 mm; 143 gramas
Bateria: 2.400 mAh
Pontos positivos: corpo leve, pequeno e bonito; câmera acima da média da categoria
Pontos negativos: touch e sensor de digitais não funcionam muito bem; bateria poderia ser melhor
Preço: R$ 799

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