UOL Testa: Celulares

Quantum Sky é para quem ama tirar fotos e não quer pagar mais que R$ 1.500

Bruna Souza Cruz

Do UOL, em São Paulo

Quais são os itens mais importantes para você na hora de comprar um celular? Bateria com longa duração? Câmeras de boa qualidade? Um bom espaço de armazenamento? Se as respostas para essas perguntas forem sim, preste atenção no smartphone Quantum Sky, o mais novo celular intermediário da praça.

Segundo a fabricante, essas foram as necessidades identificadas pela marca para o público brasileiro.

Começando pela bateria, o aparelho conta com 4.010 mAh, um valor superior a muitos concorrentes. A capacidade mais comum encontrada no mercado é de 3.000 mAh. A regra geral é quanto maior a quantidade de miliampere-hora, mais longa é a autonomia do aparelho.

E a bateria do Quantum Sky foi bem durante os testes. Basicamente, joguei Mario Run, Angry Birds, Heroes e Slither; ouvi vários minutos de música e rádio; assisti outros tantos minutos de vídeos do Netflix e YouTube (conexão Wi-Fi) e naveguei nas redes sociais. Com tudo isso ela durou em média um dia e meio longe da tomada.

Provavelmente se você usar mais a conexão móvel durante o seu dia a dia, ela vai terminar um pouco mais rápido, mas acredito que nada que prejudique seu desempenho. Com um uso moderado, ela facilmente vai durar mais de um dia completo.

Para quem ama fotos e selfies

A qualidade das câmeras foi outro grande foco da fabricante. O modelo conta com 13MP na principal e 16MP na de selfie. Pelos números já dá para perceber que a Quantum investiu bastante na câmera frontal, o que pode atrair quem gosta de tirar autorretratos.

Nos testes, as selfies tiradas em ambientes claros saíram bem nítidas e com as cores bem vibrantes. O mesmo aconteceu com as fotos tiradas pela câmera principal. O resultado também se repetiu com a gravação de vídeos. 

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Foto diurna

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Foto diurna

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Foto noturna

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Selfies tiradas com iluminação artificial

Com a câmera frontal também é possível fazer modificações na hora da selfie. O aparelho conta com o famoso embelezamento facial (clarear, afinar, engordar, escurecer). Segundo a empresa, as cores foram calibradas para a diversidade de peles existentes no Brasil.

Na prática, não notamos tanta diferença assim (as mudanças são bem sutis e em alguns casos os rostos ficam muito artificiais), mas é legal saber que a empresa tem se preocupado com isso em seus aparelhos. Quem sabe nos próximos lançamentos não funcione melhor?!

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Lado esquerdo sem o recurso e foto da direita com o recurso

Outro recurso divertido que usa as câmeras é a opção para criar gifs com as fotos tiradas. É só selecionar o item e deixar a criatividade rolar solta. E nem se preocupe com espaço, o aparelho tem 64GB de memória interna e ainda tem capacidade para um cartão de memória de 256GB.

Por outro lado, é importante saber que algumas imagens tiradas (ou gravadas) em ambientes com pouca iluminação podem sair meio borradas ou desfocadas vez ou outra.

E notei uma coisa curiosa. Apesar de a câmera frontal ter mais resolução do que a principal, as imagens feitas com a câmera traseira ficaram melhores em relação às cores.

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Foto tirada com as câmeras principal (esq.) e frontal (dir.)

E a tela?

A tela do Sky é de 5,5 polegadas e pode não agradar quem tem mãos pequenas. Mas, para quem gosta de telas grandes, a qualidade, o brilho e a nitidez com certeza farão a diferença. Sua resolução é Full HD (1920x1080 pixels) e durante os testes se mostrou muito boa para vídeos, leitura e jogos.

A tela é feita com vidro resistente Gorilla Glass 3, lançado em 2013 (sim, não é a mais nova do mercado, mas ainda é considerada resistente).

Em relação ao design e ao corpo do aparelho, podemos dizer que é bonito. A parte de trás é feita de alumínio aeronáutico. Ele tem bordas arredondadas e não é muito pesado mesmo sendo grande.

A única coisa ruim é que ele é meio escorregadio. Então, muito provavelmente você terá que usar uma capinha.

Falando nela, o Sky vem junto com uma capa de silicone e uma película protetora para a tela. Achei bem legal já que não precisamos gastar com isso. Sem contar que talvez seja mais difícil encontrar acessórios para o novo lançamento da marca.

Sensor digital e botões "escondidos"

O botão home fica na frente do celular e também funciona como sensor biométrico. Nele é possível cadastrar mais de uma digital para desbloquear o aparelho. Durante os testes, às vezes foi preciso posicionar o dedo mais de uma vez no espaço, mas como dá para cadastrar vários dedos, talvez isso não seja um grande problema.

Uma característica que pode causar estranhamento para algumas pessoas é que no lugar dos botões "voltar" e "mais recentes" a Quantum usou pontinhos que ficam na parte de baixo do aparelho e elas não ficam iluminadas. Logo, pode atrapalhar um pouco em ambientes com pouca iluminação.

Além disso, o smartphone, pelo menos o modelo testado, veio com a opção voltar localizada do lado direito do botão home e não do lado esquerdo como é mais comum nos Androids. Para escolher os itens usados em segundo plano é preciso tocar no canto esquerdo do botão home.

Essa inversão dos itens "voltar" e "mais recentes" é algo comum nos aparelhos da Samsung, mas em geral elas funcionam ao contrário dos demais celulares. A boa notícia se você não curtiu essa mudança, é que os itens podem ser reconfigurados e invertidos.

Desempenho: bom, mas esquenta demais

A Quantum investiu na bateria de 4.010mAh, mas optou por não trazer um processador tão atualizado. O modelo vem com um MediaTek MT6755 de oito núcleos, com velocidade máxima de 2,0 GHz, lançado lá em 2015.

Apesar disso, o desempenho do Sky foi bom durante os testes. Ele não travou em nenhum momento. A memória RAM do aparelho é de 4GB e certamente contribuiu para o bom desempenho.

O único problema mesmo é que o celular esquenta demais. Poucos minutos depois de colocar na tomada, você já consegue sentir a parte de trás quente. Isso acontece também depois de começar a jogar ou ficar muito tempo usando a internet. Até fiquei pensando se isso não pode ser um problema no futuro conforme a intensidade de uso for aumentando. É algo a se considerar.

No teste de benchmark, que avalia a agilidade e eficiência do processador (usando o aplicativo Greekbench 4), o Sky registrou 749 de desempenho médio em cada um dos oito núcleos e 2.359 em relação aos múltiplos núcleos. Os números ficam um pouco abaixo de alguns celulares concorrentes, mas na prática o aparelho se saiu bem.

Para efeito de comparação, os modelos Samsung Galaxy J5 Pro (a partir de R$ 948*) e o Xperia XA1 (a partir de R$ 1.358*) registraram 730 e 3.728 pontos e 814 e 3.629 pontos, respectivamente.

O G5S Plus (a partir de R$ 1.239*), mais um dos concorrentes do Sky, registrou 4268 (múltiplos núcleos) e 844 (em cada núcleo). Um dos diferenciais do modelo é que ele conta com câmera dupla traseira, o que pode agradar os amantes de fotos.

Depois de todas essas impressões, podemos dizer que o Quantum Sky é um celular voltado mesmo para quem gosta de fotos e prioriza uma boa bateria. Seu preço à vista é de R$ 1.349 no site oficial da empresa. Se precisar pagar parcelado, ele vai custar R$ 1.499 (em até 10x sem juros). 

Direto ao ponto: Quantum Sky

  • Tela: 5,5" LCD IPS com resolução Full HD
  • Sistema operacional: Android 7.0 Nougat 
  • Processador: MediaTek Helio P10 (MT6755), Octa-Core 2GHz
  • Memória: 64 GB (cartão microSD de até 256GB) e 4GB de memória RAM
  • Câmeras: 13MP na traseira e 16MP na de selfie
  • Dimensões: 154,5 x 76,5 x 8,3mm e 182g
  • Bateria: 4.010 mAh
  • Pontos positivos: câmeras, bateria
  • Pontos negativos: esquenta muito, processador antigo, botões invertidos
  • Preço: a partir de R$ 1.349

 

*Valores consultados em 26 de setembro de 2017

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