Motoristas de Uber protestam pelo Brasil antes de projeto de lei ser votado

Do UOL, em São Paulo*

  • Leonardo Benassato/Estadão Conteúdo

    Motoristas bloqueiam transito durante protesto contra o projeto de lei que regulamenta o serviço de transporte individual pago (PL28/2017), na zona sul de São Paulo (SP)

    Motoristas bloqueiam transito durante protesto contra o projeto de lei que regulamenta o serviço de transporte individual pago (PL28/2017), na zona sul de São Paulo (SP)

Motoristas de aplicativos de transporte individual de passageiros, como Uber e Cabify, fazem protestos nesta segunda-feira (30) em pelo menos 20 Estados brasileiros. O motivo é o projeto de lei 28/2017, que será votado com urgência pelo Senado nesta terça-feira (31). As empresas argumentam que sua atividade será financeiramente inviável se o PL for aprovado na íntegra.

Se o PL 28/2017 passar no Senado, os aplicativos de transporte terão que seguir uma série de exigências, como vistorias periódicas dos carros e ter uma licença específica para circular.

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Em São Paulo, de acordo com a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), os motoristas estavam concentrados na Praça Charles Miller, no Pacaembu, e saíram em carreata, por volta das 10h, em direção ao Palácio dos Bandeirantes, sede do governo do Estado de São Paulo, no bairro do Morumbi.

Os manifestantes se dividiram em três grupos e seguiram por caminhos diferentes: um se manteve na praça; outro passa pela ponte Estaiada, sentido Aeroporto e o terceiro desceu a Avenida Rebouças e passou pela Marginal Pinheiros.

Por volta das 12h10, um dos grupos passava pela Avenida Jorge João Saad, no Morumbi.

Em nota, a Uber disse que o ato em SP não está sendo organizado pela empresa, mas entende que os motoristas parceiros têm liberdade e autonomia para protestar contra o PLC 28/2017.

De acordo com o texto, o projeto de lei "criará uma burocracia tão grande que impedirá que os 500 mil motoristas parceiros da Uber', em todo o Brasil, gerem renda para suas famílias", disse a nota.

Outros Estados

Nos demais Estados, há manifestações de motoristas nas capitais e em outras cidades onde o Uber opera. A maioria dos protestos são carreatas ou paralisações que estão ocorrendo de forma pacífica e com pouco impacto no trânsito.

No Rio de Janeiro, os motoristas passaram em velocidade reduzida pela Ponte Rio-Niterói, depois ocuparam uam faixa no Aterro do Flamengo, e depois na Avenida Atlântica.

As prefeituras de São Paulo e do Rio fizeram uma parceria para lançarem seus próprios apps de transporte, com o objetivo de oferecer mais competitividade aos taxistas.

Motoristas também ocuparam as ruas em Brasília por volta das 10h no Aeroporto Internacional e seguiram para o estádio Mané Garrincha. Segundo a Polícia Militar, cerca de 800 motoristas participaram do movimento.

Algumas das maiores carreatas ocorreram no Recife, onde os carros seguiram do Classic Hall, centro de eventos da cidade, até o palácio do Governo de Pernambuco; e em Manaus, onde cerca de 700 motoristas seguiram até a avenida Constantino Nery, ao lado da Arena da Amazônia.

Em Goiânia, a manifestação se concentrou no setor Goiânia II e seguiu em carreata até a Praça Cívica, no centro da cidade. Durante boa parte da manhã desta segunda, o Uber funcionou com tarifa dinâmica, quando o preço fica mais alto.

Em Belo Horizonte, motoristas desciam a Avenida Afonso Pena em direção à rodoviária, deixando o trânsito lento.

Outras capitais que registraram manifestações foram Curitiba, Salvador, Porto Alegre, Vitória, Palmas, Aracaju, Florianópolis, Belém, Rio Branco, Cuiabá, Natal, Teresina e São Luís.

* Com agência Estado

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