De olho na segurança

ONU quer proibir que países tenham "robôs assassinos"

Do UOL, em São Paulo

  • Divulgação

A capacidade de evoluir e a inteligência que as máquinas têm adquirido nos surpreendem a cada dia. Agora, quando tudo isso envolve o desenvolvimento de sistemas inteligentes de segurança, as discussões ainda assustam.

Recentemente, a ONU (Organizações das Nações Unidas) organizou um encontro com representantes de vários países exatamente para discutir a questão, segundo informações publicadas pelo site "Ubergizmo".

Ao final, um acordo entre 22 nações decidiu por defender a proibição absoluta do desenvolvimento e uso de armas autônomas ("robôs") para fins de segurança. Na prática, os robôs poderiam, por exemplo, selecionar alvos sem a necessidade de um humano acionar o comando.

De acordo com o site, antes da convenção da ONU uma série de especialistas em inteligência artificial e robotização haviam alertado e defendido a proibição do uso de robôs assassinos. Os argumentos contrários ao uso dessa tecnologia ganharam força principalmente quando as forças armadas e empresas privadas começaram a investir no desenvolvimento dessas armas autônomas.

Apesar da decisão, o acordo assinado não significa que os países estão proibidos de criarem robôs para fins de segurança. O acordo estabelece as bases para novas discussões sobre o tema e estabelece a necessidade de existir um instrumento jurídico que determine regras para o uso dessas armas autônomas e que também exista alguma forma de controle humano. 

Receba notícias pelo Facebook Messenger

Quer receber as principais notícias do dia de graça pelo Facebook Messenger? Clique aqui e siga as instruções.

Veja também

UOL Cursos Online

Todos os cursos