Mulher nos EUA é acusada de usar bitcoin para apoiar Estado Islâmico

  • André Liohn

Uma mulher residente em Long Island, no estado de Nova York, foi acusada de lavagem de dinheiro com bitcoin e outras moedas criptografadas e de enviar os valores ao exterior para ajudar financeiramente o grupo extremista Estado Islâmico (EI), de acordo com comunicado de procuradores federais dos EUA.

Zoobia Shahnaz, de 27 anos e nascida no Paquistão, está detida sem direito à fiança sob acusações emitidas na quinta-feira de fraude bancária, conspiração para cometer lavagem de dinheiro e lavagem de dinheiro, relataram os promotores.

Shahnaz trabalhou como técnica num laboratório em Manhattan e não tinha antecedentes criminais e, segundo os promotores, obteve fraudulentamente, a partir de março, mais de 85 mil dólares por meio de um empréstimo bancário e cartões de crédito para comprar bitcoin e outras moedas criptografadas.

"Ela então fez várias transações para pessoas e entidades obscuras no Paquistão, na China e na Turquia, as quais foram concebidas para evitar requisitos de relatórios de transações e esconder a identidade, a fonte e o destino do dinheiro obtido ilicitamente", explicaram documentos oficiais.

"Essas transações foram motivadas para beneficiar o EI, ao qual a ré buscava se juntar na Síria", acrescentaram os documentos.

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Durante esse período, de acordo com os promotores, Shahnaz acessou inúmeras páginas na internet de propaganda islâmica e fóruns online. Em janeiro de 2016, ela viajou para a Jordânia para ser voluntária da Syrian American Medical Society.

Os procuradores afirmaram que Shahnaz deixou seu trabalho em junho sem contar à própria família. Ela foi barrada por autoridades no Aeroporto Internacional John F. Kennedy, em julho, ao tentar embarcar para Islamabad, no Paquistão. Seu voo incluía uma escala em Istambul, na Turquia, um ponto de entrada comum para indivíduos que tentam se juntar ao EI na Síria.

O advogado da jovem paquistanesa, Steve Zissou, disse que Shahnaz estava enviando dinheiro para o exterior para ajudar refugiados sírios. "O que ela viu a fez se dedicar a diminuir o sofrimento de refugiados sírios, e tudo o que ela faz é por esse propósito", disse Zissou, fora do tribunal.

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