Efeito Waze: cidade dos EUA limitará carros após app atrair mais trânsito

Guilherme Tagiaroli

Colaboração para o UOL, em São Paulo

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O app de GPS colaborativo Waze é uma mão na roda para quem quer se livrar do trânsito em cidades grandes. No entanto, o aplicativo pode trazer graves consequências com suas sugestões de atalhos. Após o Waze causar tráfego intenso em cidade dos EUA, a ponto de moradores não conseguirem deixar a calçada de casa, a polícia local começará a banir veículos que não são de moradores.

A história contada pelo "The New York Times" explica que a cidade de Leonia, em Nova Jérsei (EUA), passou a ser uma rota rápida, sobretudo para quem está indo ou voltando de Nova York, que é logo ao lado. Por essa razão, muitos motoristas acabam passando por lá.

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De acordo com Tom Rowe, que é chefe de polícia de Leonia, a culpa do trânsito é toda dos apps de navegação.

"Em uma manhã, se eu me conecto com minha conta do Waze, é possível localizar 250 mil Wazers na área [no último Censo foram contabilizados menos de 10 mil habitantes no distrito]. Quando as rotas principais ficam congestionadas, ele [o app] redireciona os veículos para Leonia, e os força ir para rotas secundárias e terciárias", afirmou. "Chegamos ao ponto de pessoas não conseguirem deixar a calçada de casa."

Para evitar o trânsito, a polícia local vai tomar uma medida extrema. A partir da segunda quinzena de janeiro de 2018, serão colados adesivos amarelos nos veículos para identificar moradores da cidade. Quem não tiver a sinalização e estiver pela cidade em horários de pico, poderá receber uma multa de US$ 200.

Questionado pelo "The New York Times", o Waze disse que vai respeitar a decisão da cidade, uma vez que as vias a serem restritas são privadas, e não públicas, e que se coloca a disposição de Leonia para compartilhar informações do app com as autoridades locais.

Problemas no Brasil

Não é a primeira vez que o Waze "causa" problemas. Recentemente, uma falha no app redirecionou motoristas para uma rota, causando um trânsito "inexplicável" na região do aeroporto de Congonhas, na zona sul de São Paulo. A plataforma reconheceu o incidente, porém não deu maiores explicações na época.

Em 2015, outro incidente do app chamou a atenção. Um casal que usava o app foi direcionado para uma favela do Rio de Janeiro. Lá, eles foram mortos por criminosos. A questão fez com que a solução passasse a tomar medidas para que motoristas evitem trajetos considerados perigosos.

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