De olho na segurança

Vê se aprende! Os golpes do WhatsApp que mais causaram estragos em 2017

Do UOL, em São Paulo

  • Pixabay

    Aplicativo favorito dos brasileiros também é o favorito de criminosos

    Aplicativo favorito dos brasileiros também é o favorito de criminosos

O WhatsApp é o aplicativo para celular mais popular entre os brasileiros. Isto significa que ele também é o mecanismo favorito para criminosos aplicarem golpes pela internet.

De acordo com a firma de proteção digital PSafe, seu sistema de defesa DFNDR Security bloqueou mais de 70 milhões de tentativas de golpes contra usuários por meio do WhatsApp. 

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Não só isso, a empresa também separou quais foram os golpes mais utilizados (e bloqueados) por criminosos em 2017, que podem ser conferidos abaixo:

Novas cores para WhatsApp (8 milhões de bloqueios)

Reprodução

Descoberto no início do ano, este golpe tomou vantagem do desconhecimento de pessoas sobre certas funções do WhatsApp - afinal de contas, se é possível mudar o fundo de tela do aplicativo, por que não as cores do aplicativo em si?

Ao clicar no link, o usuário era redirecionado para uma página de "verificação", que pedia que a mensagem original fosse compartilhada com dez amigos e cinco grupos diferentes.

Depois disso, a pessoa era induzida a baixar vários aplicativos diferentes - sendo que alguns deles poderiam ter conteúdo malicioso para o celular. O hacker era remunerado por cada aplicativo baixado.

Golpe do FGTS (4,5 milhões de bloqueios)

iStock

Este golpe ganhou força durante a segunda metade do ano, tirando vantagem da mobilização em torno dos saques do FGTS.

A mensagem original dizia que, caso fosse compartilhada com mais 5 pessoas, o usuário receberia um pagamento retroativo de R$ 1.760 de contas inativas pelo FGTS.

Ao clicar no link da mensagem, pessoas pagavam sem saber por serviços de SMS ou baixavam aplicativos suspeitos.

Recarga grátis (2 milhões de bloqueios)

Reprodução

Fingindo ser uma promoção especial de aniversário do WhatsApp, este golpe oferecia uma carga grátis ao usuário, induzindo-o a compartilhar suas informações pessoais.

Depois disso, a vítima deveria compartilhar a mensagem com mais 10 pessoas, e assinar um serviço que cobrava R$ 5 semanalmente por meio de desconto no crédito ou fatura do telefone.

Phishing

Este tipo de golpe online é conhecido popularmente como "phishing", um neologismo da palavra inglesa fishing, ou pescar.

Como o próprio nome indica, o objetivo do phishing é de chamar a atenção da vítima em potencial, jogando "iscas" para que ela seja induzida a clicar em um link com conteúdo potencialmente malicioso.

Além dos exemplos acima, o ano de 2017 foi repleto de tentativas de golpe por phishing pelo WhatsApp, em geral utilizando nomes de empresas ou pessoas que brasileiros conheçam e considerem confiáveis, como O Boticário, McDonald's e Carrefour.

Criminosos também usam figuras públicas, como Neymar Jr., e até promessas, como a chegada do 14° salário ou a volta do Orkut, para induzir usuários a clicar em seus links.

E em 2018 isso não deve ser diferente, já que um novo golpe envolvendo descontos no Burger King foi reportado em janeiro.

Por isso, é sempre importante desconfiar de links que apareçam prometendo coisas boas demais para ser verdade, e ter um antivírus que detecte tentativas de phishing instalado no seu celular.

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