Tem jeito! Veja 5 dicas para economizar em planos de celular, internet e TV

Bruna Souza Cruz

Do UOL, em São Paulo

  • Getty Images/iStockphoto

Muita gente aproveita o começo de ano para colocar as contas em dia. Então, que tal usar o período também para fazer umas contas e começar a economizar? Segundo especialistas ouvidos pelo UOL Tecnologia, é possível deixar de gastar uma boa grana revendo pacotes de celular, internet, telefone fixo e TV por assinatura.

O segredo é refletir sobre seus hábitos e se questionar: "eu realmente preciso disso tudo"?

1. Conheça o seu perfil de consumo

O primeiro passo é se conhecer e analisar com calma o que você precisa em relação aos serviços de pacote de dados, minutos de ligação, internet banda larga e TV por assinatura. Claro que a necessidade vai variar conforme o perfil de cada um, mas é uma prática que deve ser seguida por todos.

Rafael Bomfim, analista de mercado da Proteste (Associação Brasileira de Defesa do Consumidor), sugere que os usuários façam essa reflexão ao longo de um mês. Anote o quanto de internet (móvel e banda larga) você consumiu e o quanto de minutos de ligação você usou.

Caso você já tenha TV por assinatura, seja sincero consigo mesmo e observe se você realmente consome boa parte dos canais disponíveis no pacote contratado.

Uma vez identificados os serviços que mais utiliza, fica mais fácil identificar aqueles que não estão atendendo às suas necessidades e aqueles que você quase não utiliza. Use uma planilha para ajudar a visualizar melhor as informações e a fazer os cálculos.

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2. Pesquise novas ofertas

Você já conseguiu entender o que mais usa, então agora é hora de procurar ofertas de planos de telefonia fixa e móvel, internet e TV por assinatura. Existem algumas plataformas gratuitas que fazem a comparação de planos para você.

É fundamental pensar no seu orçamento e ver o quanto pode gastar com esses serviços, aconselha Jonas Justo, fundador da startup Melhor Escolha, plataforma especializada em comparar planos de telecomunicação.

Levantamento feito pela empresa apontou que uma família brasileira gasta em média R$ 250 mensais assinando os planos básicos de todos esses serviços.

Segundo Justo, os serviços de telecomunicação passaram por diversas mudanças ao longo de 2017 para atender a demanda dos consumidores. A internet, por exemplo, ficou mais rápida, e o custo-benefício da telefonia também melhorou:

Hoje, conseguimos ligações ilimitadas por a partir de R$ 20. Isso não era possível antes. Quem não se mexer, provavelmente vai pagar muito mais do que deveria

O especialista recomenda pesquisar bem entre os combos de serviços (internet, TV e telefone fixo no mesmo pacote). Em alguns casos, o consumidor consegue até R$ 50 de desconto ao contratar o pacote de uma empresa no lugar de serviços separados.

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3. Não se deixe enganar pelos números

Por que contratar um plano de TV por assinatura com "mil canais" se só acabo vendo uns 10? Por que contratar um serviço de internet com 3 GB se eu só uso o celular para ligar, jogar e navegar nas redes sociais? Por que contratar todos os canais da TV a cabo se só vejo filmes na Netflix?

Pense bem. De acordo com Bomfim, a maioria das pessoas superestima o uso da internet, acreditando que ela sempre vai faltar, e tem pacotes exagerados. 

"Claro que, se você trabalha com a internet, o seu consumo será bem maior. Mas, se não é o seu caso, você pode estar pagando muito mais caro do que precisa", explica o analista.

No caso da TV, é interessante lembrar que muitas empresas oferecem canais de áudio, jogos e canais duplicados com melhor resolução. Por isso, o número de opções parece "inflado", atraindo assim o consumidor pela falsa ilusão de que ele terá mais.

"É importante você pesquisar os tipos de canais oferecidos e não a quantidade. Vale lembrar que uma boa parte dos canais mostrados pelas empresas são da programação aberta e pública", acrescentou Bomfim.

A dica prática aqui é contratar um pacote menor por um tempo e sentir se ele atende às suas necessidades. É bem mais fácil fazer um upgrade nos serviços oferecidos depois.

Rafael Huspel/Folha Imagem

4. Migre: é seu direito

Em geral, as empresas trabalham com contratos de fidelidade dos serviços prestados. Então, muita gente precisa esperar a média de 12 meses para poder trocar seus planos sem a necessidade de pagar a multa por quebra de contrato.

Mas, depois desse período, o consumidor tem o direito de trocar pelo que deseja --inclusive, se o novo plano custar bem menos.

Por isso, achou uma oferta que compensa a troca? Entre em contato com a empresa e solicite a alteração do plano. "Isso é previsto pela Anatel e muita gente não sabe porque não é algo pró-ativamente informado pelas empresas", destaca Justo.

Segundo Bomfim, algumas empresas podem dificultar esse processo e argumentar que a promoção no valor do serviço é só para clientes novos. Caso isso aconteça, insista e exija a troca.

Se for preciso, entre em contato com a ouvidoria da empresa, a Anatel e órgãos de defesa do consumidor, como o Procon (Programa de Proteção e Defesa do Consumidor) e a Proteste.

Foto: Marcos Santos/USP Imagens

5. Se não vai usar, não pague

Vai sair de férias ou viajar a trabalho? Entre em contato com a empresa e solicite a suspensão do serviço pelo prazo máximo de até 120 dias (o mínimo é de 30 dias). Com isso, a empresa corta temporariamente os serviços prestados e você deixa de pagar pelo que não vai usar.

De acordo com Bomfim, isso serve para os serviços de TV por assinatura e internet banda larga.

Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

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