Suposta fala machista na Campus Party desencadeia movimento #MeuLugarEmTI

Do UOL, em São Paulo

  • Reprodução/Twitter

    Pessoas postam fotos no Twitter com a hashtag de protesto #MeuLugarEmTI

    Pessoas postam fotos no Twitter com a hashtag de protesto #MeuLugarEmTI

Internautas iniciaram desde a última sexta-feira (2) uma campanha nas redes sociais com a hashtag #MeuLugarEmTI. O movimento é uma resposta a declarações machistas que teriam sido feitas por um palestrante da Campus Party Brasil 2018, que terminou no domingo (4) em São Paulo.

Pessoas que participaram do evento afirmam que Sérgio Soares, presidente do Grupo Criar, conjunto de empresas de Ribeirão Preto (SP) especializada em tecnologia para trânsito, segurança, educação a distância e comunicação, disse após sua palestra que mulheres não servem para trabalhar com TI (Tecnologia da Informação) e que "bagunçam a firma". O palestrante nega que tenha dito isso. 

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Ainda assim, diversas mulheres e homens usaram a hashtag #MeuLugarEmTI para espalhar a denúncia e também contar experiências envolvendo o ambiente de tecnologia da informação, considerado machista.

Em nota, Sérgio Soares afirmou que suas empresas contam "com mais de 140 colaboradores e, destes, quase 50% são mulheres e muitas delas ocupam cargos de coordenação em diversas áreas da empresa".

"Por este motivo, jamais proferi comentários que denegrissem a imagem destas profissionais, as quais respeito e admiro. Apenas comentei em um grupo que me abordou para uma conversa após a palestra que quase não recebemos currículos de mulheres para esta função", explicou o empresário, que analisou a denúncia como um "mal entendido".

A Campus Party disse em nota que vem "investigando de perto o caso e está apurando com todas as partes o ocorrido para tomar as providências cabidas".

A organização do evento também reforçou que "não compactua e repudia qualquer manifestação de preconceito e lembra que nos últimos anos vem estimulando o incremento da presença de mulheres no evento, seja convidando mais mulheres a palestrarem, ou incentivando comunidades femininas a participarem".

Segundo a equipe da Campus, em 2015 eram apenas 27% de mulheres campuseiras; nessa edição, esse percentual subiu para 43%. E o número de palestrantes mulheres dobrou de 2017 para 2018.

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