De olho na segurança

Curte vídeos fakes com famosos? Seu dispositivo pode ter sido hackeado

Do UOL*, em São Paulo

  • Reprodução

    Emma Watson foi uma das várias atrizes que teve seu rosto aplicado sobre vídeos pornô

    Emma Watson foi uma das várias atrizes que teve seu rosto aplicado sobre vídeos pornô

Com o bizarro sucesso de falsos vídeos e gifs pornográficos estrelados por celebridades, alguns cibercriminosos encontraram aí uma oportunidade de negócio-- literalmente.

O crime da vez agora é usar os equipamentos de quem gosta desse tipo de conteúdo -- chamado de deepfakes-- para minerar a criptomoeda Monero.

Segundo pesquisadores da empresa de segurança Malwarebytes, um código malicioso foi usado em um site que reunia fãs desses vídeos (falsos) estrelados por famosos. Ao abrir o link no navegador, a máquina do internauta começava a trabalhar para os hackers.

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Assim como no bitcoin, a criptomoeda Monero depende que máquinas fiquem trabalhando incessantemente para tentar resolver equações matemáticas. A cada resolução, os equipamentos utilizados no processo são recompensados com um certo número de criptomoedas.

O processo é trabalhoso e lento. Por isso, quanto mais dispositivos conectados fazendo o trabalho duro, mais chances os hackers têm de conseguir o dinheiro virtual.

Ataques assim têm sido chamados de cryptojacking e preocupado especialistas.

Com o computador afetado, o equipamento pode ficar mais lento e em alguns casos superaquecer. Sem contar outros golpes que os cibercriminosos podem aplicar uma vez que já estão com acesso ao dispositivo.

O que é deepfake?

O deepfake tem ficado cada vez mais popular e consiste em pegar o rosto de pessoas famosas e colocá-lo em cenas que elas jamais fizeram.

A atriz Emma Watson, famosa pela atuação nos filmes Harry Potter, e a cantora Ariana Grande já foram alvos das montagens. Os rostos das duas foram usados em cenas de filmes pornôs.

O mais curioso é que tudo funciona com base na inteligência artificial e o resultado envolve cenas bem realistas em alguns casos. O uso não é exclusivamente para conteúdos pornográficos, mas se popularizou por eles.

Basicamente, o sistema consegue ir aprendendo conforme vai sendo alimentado por imagens e vídeos. Com isso, quanto mais dados ele tiver, melhores serão os resultados.

De acordo com a empresa MalwareBytes, a tecnologia deepfake está disponível para qualquer pessoa e ela só precisa ter um equipamento um pouco mais robusto, já que precisará suportar o processo de treinamento intensivo, que pode levar horas ou dias para serem concluídos.

A plataforma Gfycat, usada para hospedar vídeos curtos, foi uma das mais utilizadas para a disseminação dos deepfakes. Recentemente, ela anunciou que iria apagar conteúdos assim.

*Com informações do "CNET"

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