De olho na segurança

Identidades de bebês são vendidas por centenas de dólares na dark web

Victor Ferreira

Do Gamehall, em São Paulo

  • Reprodução

Um grupo de pesquisadores descobriu um novo -- e assustador -- uso para a dark web, aquela parte da internet que não aparece nas ferramentas de busca e costuma ocultar a venda online de drogas, armas, pornografia infantil, etc.

Identidades de bebês e crianças pequenas estão sendo comercializadas ao valor equivalente a US$ 300 em bitcoins em mercados que só podem ser acessados pelo software Tor.

Os criminosos usam o nome, os dados do chamado Social Security (equivalente americano do CPF) e o nome da mãe para fraudes, como criar uma linha de crédito falsa ou receber irregularmente benefícios sociais.

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Esse tipo de anúncio foi descoberto pela Terbium Labs, firma especializada em informações da dark web.

"Não é comum ver informações especificamente listadas como pertencentes a crianças ou recém-nascidos nestes mercados", explicou a diretora da empresa, Emily Wilson.

O roubo de informações pessoais de bebês interessa aos golpistas por que, quando os dados são usados ilegalmente, o crime demora a ser descoberto. Pode levar anos até que essas crianças abram suas próprias contas, por exemplo, e reclamem da fraude.

Em 2011, um estudo do CyLab da Universidade Carnegie Mellon calculou que os roubos de identidades de crianças são 51 vezes maior do que de adultos.

Mas, claro, os dados dos adultos também são fartamente vendidos na dark web, que oferece ainda cursos de como roubar identidades, dados de cartão de crédito e outras informações.

Todo cuidado é pouco. Veja aqui algumas dicas de como usar a internet com segurança.

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