Apple x Samsung: quem vence a batalha dos emojis animados?

Márcio Padrão

Do UOL, em Barcelona*

Processadores, câmeras duplas, inteligência artificial, memória RAM… especificações à parte, a batalha dos celulares top de linha ganhou um novo cenário de disputa com os recentes iPhone X e no Galaxy S9: qual o emoji animado mais fofolete?

Antes, vamos apresentar os competidores.


Animoji do iPhone X

O Animoji da Apple surgiu no iPhone X graças à tecnologia TrueDepth, que combina a lente da câmera com sensores e software de mapeamento de face. Esse recurso também é responsável pelo Face ID, sistema que destrava o celular apenas com o rosto.

O Animoji funciona, por enquanto, só no app de mensagens da Apple, e é preciso ter um iPhone X para criar. Mas qualquer iPhone com o iOS mais recente pode recebê-lo, pelo menos.


Ele dá doze opções de criaturas --de unicórnio e cachorro a ET e cocô-- para você criar um emoji com suas próprias expressões faciais em um sticker ou uma mensagem com áudio de até dez segundos.

Consegui criar um robô e um gatinho. A boca e as sobrancelhas mexeram igual os meus movimentos faciais. Enviei sem problemas por mensagem, mas não consigo me identificar com um avatar de mentirinha desse jeito.

AR Emoji do Galaxy

Do outro lado do ringue, o AR Emoji, criado com a câmera frontal do Galaxy S9 ou S9+. No app de câmera dos aparelhos, você entra na opção "AR Emoji" e segue os passos para criar uma versão animado do seu rosto. 

Márcio Padrão/UOL
AR Emoji copia suas feições

E aí que está a grande diferente de um para o outro. O emoji animado da Samsung te reproduz e ainda dá algumas opções de personalizações, como no jogo "The Sims". Dá para mudar a cor da pele, o cabelo, colocar acessórios e trocar de roupas. Como você pode ver no vídeo, eu ganhei um coque hispter.

Além disso, dá para usá-los em vídeos curtos em redes sociais como Instagram e Facebook.

Resultado

No teste realizado durante a MWC de Barcelona, sinceramente não vi um vencedor. Apesar de ter gostado do AR Emoji na teoria, o resultado final não me agradou. A minha versão animada ficou bem parecida, mas dura, com olhos caídos e sobrancelhas menores. Não gostei das roupas, e não havia outras boas opções para troca. Nenhum penteado batia com o meu da vida real, que não é nada fora do comum.

Mas o grande problema é que a boca e os olhos ficam tremendo. Fiz uma versão Mickey de mim mesmo, mas a sensação de piiripaque continuou, o que deixou o rato famoso parecendo personagem de terror.

O recurso funcionou bem quando testei com a câmera frontal, mas falhou terrivelmente na câmera traseira. O programa escolhia um rosto aleatório entre os presentes na feira e dava um bug. 

O Animoji é bem mais simples e não impressiona tanto, mas é mais consistente e não deu problemas.

Quer dizer, o melhor dos mundos seria o formato do AR Emoji com a tecnologia do Animoji da Apple. É pedir muito?

Entenda o reconhecimento facial do iPhone X

* O jornalista viajou a MWC a convite da Motorola

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