Procurador do "caso Rússia" apura relação entre Trump e Cambridge Analytica

Da Ansa, em Nova York

  • Reprodução/Vox

O procurador norte-americano especial do "caso Rússia", Robert Mueller, investiga as ligações entre a campanha de Donald Trump e a consultoria Cambridge Analytica, acusada de violar os dados de 50 milhões de usuários no Facebook por meio de um aplicativo criado por um acadêmico.

A equipe de Mueller, segundo a imprensa norte-americana, escutou alguns ex-dirigentes da campanha do magnata republicano para saber como eles obtiveram dados e como os usaram nas eleições presidenciais de 2016, sobretudo nos Estados onde o resultado da votação era mais incerto.

Além disso, o procurador teria pedido os e-mails de todos os funcionários da Cambridge Analytica que trabalharam para a campanha de Trump, que pagou cerca de US$ 6 milhões pelos serviços da consultoria britânica.

A empresa foi contratada pela campanha do então candidato Trump, que hoje vê membros de seu governo e sua família investigados por suspeita de conluio com a Rússia para beneficiá-lo nas eleições. A consultoria também prestou serviço a grupos pró-Brexit e a um partido italiano não identificado.

Resumindo

A empresa Cambridge Analytica usou testes de Facebook para coletar dados, muitos dados. Essas informações revelaram o perfil completo de 50 milhões de pessoas que estão na rede social, que passaram a receber propaganda eleitoral altamente personalizada. Isso ocorreu durante, por exemplo, a campanha presidencial dos EUA em 2016, que elegeu Donald Trump, e do Brexit, o plebiscito do ano passado que levou o Reino Unido a deixar a União Europeia.

O escândalo explodiu em 17 de março, depois que um ex-funcionário da Cambridge Analytica, chamado Christopher Wylie, revelou que a consultoria britânica pegava dados das pessoas que fizeram o teste e também de seus amigos, sem consentimento.

Junto com o caso, veio aquele medo de como as redes sociais, especialmente o Facebook, pode usar dados sem que tenhamos controle (ou conhecimento). E de como o chamado big data virou poderosa arma política capaz de influenciar uma eleição.

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