Apple Pay começa a funcionar no Brasil nesta quarta-feira

Bruna Souza Cruz

Do UOL, em São Paulo

  • Reprodução

Depois de uma longa espera, a Apple enfim traz para o Brasil o seu serviço de pagamentos móveis, o Apple Pay. Ele começa a funcionar a partir desta quarta-feira (4) em lojas, livrarias e restaurantes parceiros para clientes do Itaú Unibanco, o primeiro banco a fechar parceria com a empresa.

A Apple oficializou o lançamento do serviço na tarde dessa terça-feira (3) em um encontro restrito a alguns jornalistas. Segundo uma porta-voz da companhia, o serviço de pagamento móvel funcionará no iPhone (a partir da versão 6), Apple Watch (a partir da série 2), iPad (a partir do mini 3 e Air 2) e nos computadores Mac.

Por enquanto, a parceria com o banco Itaú será exclusiva por 90 dias. Ou seja, somente quem tem cartão de crédito do banco poderá usar o Apple Pay. A Apple não informou se está conversando com outras instituições bancárias, mas a tendência é que outras também se tornem parceiras no serviço.

Além disso, a ideia é aceitar em breve também cartões de débito no serviço.

A Apple informou que empresas como Pão de Açúcar, Livraria Cultura, Fnac, Fast Shop, iFood e Dafiti começarão a aceitar o Apple Pay a partir de hoje. E com o passar do tempo novas lojas, restaurantes, drogarias e outros estabelecimentos comerciais passarão a aceitar o serviço de pagamento.

Como funciona?

O Apple Pay funciona como uma carteira virtual, onde os números do cartão de crédito ficam armazenados. Segundo a Apple, o usuário pode cadastrar até 12 cartões usando o iPhone e até oito se optar por usar o Apple Watch.

Assim como em outros serviços de pagamento móvel, o Apple Pay funciona com a tecnologia NFC (Near Field Communication), que permite a transmissão de dados por aproximação e sem a necessidade de fios. Ou seja, é só aproximar o seu dispositivo de uma maquininha de cobrança e sua compra é efetivada.

Para validar as informações nos smartphones, o Apple Pay exige que o usuário confirme a compra usando a digital cadastrada, previamente para desbloqueio da tela dos dispositivos da Apple, o código de segurança ou o Face ID, no caso do iPhone X.

O Brasil é o primeiro país na América Latina a receber o serviço e o 21º em todo o mundo.

A novidade promete facilitar a vida de muita gente, mas é bom lembrar que a Apple, pelo menos no Brasil, está bem atrasadinha.

O sistema de pagamento da empresa funciona nos Estados Unidos desde 2014 e já estava disponível em 20 países. E é bom lembrar também que Google (Android Pay), desde novembro de 2017, e Samsung (Samsung Pay), desde julho de 2016, já trabalham com seus respectivos meios de pagamento. O PagSeguro do UOL lançou seu serviço de pagamento pelo celular, o Mobile NFC, em 2012.

O Android Pay funciona com cartões do Banco do Brasil, Caixa e Banco Neon. Já o Samsung Pay funciona com ainda com o Bradesco, Santander, Branrisul, entre outros.

É seguro?

Se a sua preocupação é com a proteção dos seus dados, a Apple garante, pelo menos em seu discurso, que a privacidade e a segurança são pontos importantes do Apple Pay.

"Além de proteger os dados financeiros [dos usuários], ele protege os dados pessoais. Os dados ficam armazenados apenas na carteira [virtual] do usuário. A Apple não tem acesso a isso e os dados não ficam nos servidores da Apple. A única informação que ela [a empresa] sabe são os quatro últimos dígitos do cartão. O resto é protegido", explicou um porta-voz da empresa.

Segundo o representante da empresa, as informações passam por criptografia e cada transação gera um código de segurança que protege as informações sobre a compra do usuário.

"Apenas o usuário tem os dados de suas transações", destacou.

E se roubarem o meu celular?

Antes de mais nada é bom saber que para autenticar uma compra feita via celular o usuário precisa validar sua digital (cadastrada previamente no iPhone).

Logo, se o seu celular for roubado, dificilmente alguém conseguirá fazer compras com ele.

Segundo um porta-voz da Apple, em caso de roubo, furto ou perda do celular, é só acessar o "Find My iPhone" e apagar os dados do aparelho. Ao fazer isso, as informações do Apple Pay serão automaticamente deletados e nenhum cartão cadastrado poderá ser usado.

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