Brasileiros tiveram e-mail e celular vazados no Uber; usuários são avisados

Do UOL, em São Paulo

  • Getty Images

    Vazamento de dados da Uber afetou usuários nacionais

    Vazamento de dados da Uber afetou usuários nacionais

Parte dos usuários brasileiros da Uber teve seus dados vazados em uma grande brecha da companhia ocorrida em 2016. O aplicativo começou a avisar recentemente cidadãos nacionais que foram vítimas do vazamento de dados - o UOL Tecnologia teve acesso a um desses e-mails.

A falha global de segurança da Uber expôs os dados de 57 milhões de pessoas. No Brasil, foram afetados 196 mil usuários. A companhia afirma que tomou medidas de segurança após a brecha de 2016 para impedir acessos futuros a dados da plataforma e aumentar a segurança do aplicativo. Além disso, apontou que os usuários afetados não precisam tomar nenhuma medida extra de segurança.

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A mensagem de aviso às vítimas faz parte de um acordo da Uber com a Comissão de Proteção dos Dados Pessoais do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT). O Brasil não exige por lei que autoridades e usuários sejam avisados em caso de violação de dados, como ocorre nos Estados Unidos. A Uber diz colaborar com as investigações. 

No e-mail enviado a usuários, a companhia pede desculpas e afirma que dados como nome, e-mail e telefone celular foram comprometidos no vazamento de dados. A empresa ainda alega no comunicado que não foi identificada nenhuma fraude ou isso indevido relativo ao incidente e que o aviso é apenas para o usuário ter conhecimento do que ocorreu.

A Uber diz que "especialistas externos não identificaram nenhum indício de download de históricos de locais de viagens, números de cartões de crédito e contas bancárias ou datas de nascimento".

Uber ocultou vazamento de dados

Cerca de 57 milhões de pessoas, entre usuários e motoristas do Uber, tiveram seus dados expostos em um ciberataque. Segundo investigações, a companhia pagou US$ 100 mil (cerca de R$ 330 mil) para que os hackers que executaram a ação se mantivessem silenciosos sobre os atos.

O roubo de dados foi ocultado pela companhia por mais de um ano até vir à tona em novembro do ano passado. A empresa demitiu Joe Sullivan, chefe de segurança, e um de seus assessores pelos respectivos papéis em deixar a ação hacker por baixo dos panos. Todo o caso foi confirmado pelo próprio Uber ao site.

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